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Engenheiro quase sofre agressão por taxistas no aeroporto

Conforme o engenheiro, a situação ocorreu após ele chamar um taxista conhecido para ir buscá-lo e não os da cooperativa do aeroporto Eduardo Gomes  21/05/2015 às 11:02
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Taxistas da coopetativa, ‘jacaré’, ´ferrão’ e de rádio-táxis não se entendem
ISABELLE VALOIS ---

Por preferir chamar um taxista de outra empresa da capital, o engenheiro Mauro Lima, 28, quase teve suas malas rasgadas em frente ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Zona Oeste, por um dos taxistas que trabalha na cooperativa fixa no aeroporto. Brigas por passageiros vem ocorrendo diariamente entre os taxistas que trabalham em frente ao terminal de passageiros.

Conforme o engenheiro, a situação ocorreu na madrugada da última segunda–feira, quando retornava para Manaus. Ele explicou que prefere chamar um taxista conhecido para ir buscá-lo, pois não se sente bem com os motoristas fixos do aeroporto. “Todas as vezes que precisei pegar um táxi do aeroporto, chegava no meu destino assustados com a alta velocidade que eles conduzem o carro”, explicou.

Quando o taxista chegou ao aeroporto, guardou a mala do passageiro e antes de sair do estacionamento foi abordado por outro taxista que estava em um carro preto da cooperativa e começou a gritar informando que o motorista não podia pegar passageiros naquela área.

“Outros taxistas se aproximaram do táxi do meu conhecido, começaram a chutar o carro e até retiraram a minha mala de dentro do veículo e quase a quebraram. Por pouco não fomos agredidos”, relembrou.

O engenheiro chegou a pedir calma para os taxistas e tentou explicar que ele havia pedido o táxi e que eram conhecidos. “Eles não queriam nem ouvir a minha explicação. Quando acalmaram conseguimos entrar no carro e sair do aeroporto”, disse. O engenheiro contou que está com receio de viajar, para evitar de passar novamente pelo constrangimento.

“Quando relatei o ocorrido aos meus amigos, eles afirmaram que a situação é comum, pois não há fiscalização e os taxistas tem a liberdade de fazer o que querem em frente ao terminal de passageiros”, contou.

Um dos responsáveis pelas cooperativas do aeroporto, Antônio de Araújo, informou que a situação do engenheiro não ocorreu com nenhuma das cooperativas, porém soube de uma situação que houve com os taxistas clandestinos, conhecidos como “ferrão” ou “jacaré”, que também ficam no terminal de passageiros.

“Os taxistas da cooperativa passam por período de 6 meses de formação antes de pegarem qualquer carro, tudo isso pelo fato de diariamente passamos por fiscalização interna”, disse.

Um taxista que preferiu não se identificar, contou que os ‘ferrãos’, são acostumados em coagir passageiros, em briga de corridas. “Quando o passageiro informa que prefere ir em outro táxi, por raiva eles até rasgam as malas dos viajantes”, contou.

Sem resposta

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), informou que a responsabilidade de fiscalizar a área externa do aeroporto é da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), que até o fechamento não havia se pronunciado.

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