Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Manaus

Enquanto esperam as obras do Prosamim, moradores temem subida do rio Negro em Manaus

Famílias da comunidade Bariri, do bairro Presidente Vargas, Zona Centro-Sul, estão apreensivas, pois algumas casas que entraram no projeto do Governo do Estado permanecem no local e só serão deslocadas após a enchente



1.gif A grande quantidade de lixo jogada pelos próprios moradores torna-se um tormento com a subida do rio. Além do perigo de animais peçonhentos, o lixo também coloca em risco a saúde dos moradores
04/05/2015 às 10:25

Na área ribeirinha de Manaus, moradores estão preocupados, pois junto com a subida da água há uma grande quantidade de lixo nos igarapés. No bairro Presidente Vargas, Zona Centro-Sul, as famílias da comunidade Bariri estão apreensivas, pois algumas casas que entraram no projeto Prosamim permanecem no local e só serão deslocadas após a enchente.

De acordo com o comerciante Francisco Freitas, 56, a balsa que faz a limpeza está no São Raimundo, Zona Oeste, mas não atravessa para a comunidade.

A dona de casa Erinelza Damasceno, 56, passou por quatro alagações no local. Ela fazia planos de levantar outro piso mas com a promessa do Prosamim não mexeu mais na estrutura da casa e agora teme que o lixo atraia doenças e animais peçonhentos.

“A cheia vai ser grande e nós vamos ficar aqui ilhados no meio do lixo, porque nem o pessoal da limpeza e nem a ponte chega até aqui”, declarou.

Como o nível da água ainda está baixo, para a comunidade a prioridade neste momento é a remoção da sujeira no igarapé. Eles questionam se a prefeitura vai esperar que o lixo entre nas casas e aumente o prejuízo das famílias para poder entrar em ação.

Quanto à denúncia sobre a grande quantidade de lixo na área ribeirinha da cidade, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), informou ao A CRÍTICA que todos os dias, 20 funcionários estão fazendo a limpeza utilizando duas balsas, sendo uma no bairro de Educandos, Zona Sul, e outra no São Raimundo, Zona Oeste, além de mais três canoas que percorrem as demais comunidades.

A secretaria destacou que diariamente são retirados em torno de três toneladas de lixo dos igarapés, mas que o trabalho é uma ação contínua e que exige consciência coletiva, uma vez que enquanto os próprios moradores continuam jogando lixo no igarapé, eles próprios irão sofrer com as consequências . O órgão enfatizou, ainda, que os responsáveis por boa parte do lixo são pessoas de lugares mais elevados, que jogam os resíduos que descem para os igarapés.

Para os moradores, a informação não procede e destacam que apesar dos problemas, precisam sobreviver em meio ao lixo.

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