Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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Manaus

Ensino de Ciências faz a diferença em Escolas de Manaus

Programa adotado em 255 unidades da rede municipal faz a alegria das crianças que aprendem com mais facilidade


20/04/2013 às 09:28

O magma aquece águas subterrâneas, formando um vapor que atinge pressão capaz de romper as rochas e explodir. É a erupção vulcânica. Complicado? Si, mas uma criança de 5 anos, estudante de um dos Centros Municipais de Ensino Infantil (CMEIs), explica esse e outros fenômenos da natureza com a maior simplicidade. E é capaz de fazê-lo num experimento científico. “Todo nosso trabalho é feito para ensinar a criança a pensar”, afirma o gerente pedagógico do Programa de Ensino Sistematizado de Ciências (Pesc), Sérgio Cunha. O Pesc foi implantado  em 21 CMEIs em 2012 e neste ano  chegou a 255 das 492 escolas municipais.

O ensino infantil, obrigatório nas redes das prefeituras municipais pela Constituição de 1988, só foi regulamentado em 2009. Em Manaus, o infantil é atendido em dois anos, primeiro e segundo períodos. A partir daí, a criança entra no ensino fundamental, que dura nove anos. Sérgio Cunha, que gerencia o Pesc em cerca de 20 cidades, participou em Manaus da entrega, pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), de um ônibus equipado com laboratório de ciências do programa, computadores e material didático, chamado de Unidade Móvel Avançada de Ciência e Tecnologia. “É uma ultramoderna sala de aula sobre quatro rodas”, afirma o secretário municipal de Educação,  Pauderney Avelino. “Criança que tem iniciação científica, logo ao chegar à escola, raciocina diferente e está mais preparada para vencer as barreiras tecnológicas”, ressalta Arthur.

Com a abrangência que ganhou em Manaus, o Pesc chega aos lugares mais inusitados. Está presente, por exemplo, no CMEI Ambientalista Chico Mendes, no KM 23 da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), uma escola com instalações de chão batido da comunidade 23 de Setembro. E vai mais longe, na Zona Rural  chegando ao Bonsucesso, na Costa do Tabocal, no rio Amazonas, a duas horas de lancha rápida, saindo do porto da Ceasa. Lá, as crianças da escola municipal Manoel Chagas escrevem na lousa digital e conhecem a pirâmide alimentar, tanto quanto nadam ou reconhecem os cardumes que sobem o rio. É uma educação diferenciada e que, pelo visto, faz a diferença.

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