Terça-feira, 21 de Maio de 2019
REBELIÃO

Entrada do Compaj é tomada por familiares de presos que aguardam lista dos mortos

Uma barreira policial foi montada em frente ao Compaj e estima-se que pelo menos 130 detentos tenham fugido do local. Muitas pessoas também aguardam informação na sede do IML



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(Foto: Gilson Mello)
02/01/2017 às 13:55

Familiares de presos que cumprem pena no Compaj aguardam notícias em frente ao complexo penitenciário após o massacre que resultou em 60 mortes durante a noite deste domingo e madrugada desta segunda-feira em Manaus.

A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim já marcou o nome do Amazonas negativamente na história do sistema prisional brasileiro. A rebelião já é o segundo maior massacre da história dos presídios brasileiros.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Epitácio Almeida tentou acalmar familiares que desejam saber o nome dos mortos. Mais de 100 pessoas estão no local. Muitas pessoas também aguardam por notícias em frente a sede do Instituto Médico Legal (IML).

Para a dona de casa Wilsa Rocha Colares, 50, as poucas informações que foram repassadas são desencontradas. “Nós não sabemos de nada, não sabemos quem está vivo, ou morto. Estou desde as 5h querendo alguma informação sobre meu filho, os policiais não falam nada. Só Jesus sabe o que aconteceu lá dentro”, revelou

De acordo com o secretário de segurança pública do Estado, Sérgio Fontes, todos os mortos fazem parte da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e estupradores.

Uma barreira policial foi montada em frente ao Compaj e estima-se que pelo menos 130 detentos tenham fugido do local. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária ainda faz um levantamento para divulgar dados oficias .


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