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Entregues ao descaso, terminais de ônibus de Manaus continuam frustrando usuários

Sujeira, grades quebradas, alagações, entre outros inúmeros problemas continuam dando muita dor de cabeça para os usuários nos terminais da cidade 14/11/2014 às 09:34
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Se você precisar ir ao banheiro tem de preparar o estômago e encarar com coragem
Kelly Melo Manaus (AM)

Não é de hoje que situação dos terminais 1 e 2 está ruim. Tanto o da Constantino Nery, no Centro, quanto o da Cachoeirinha, na Zona Sul, estão precários. Além da demora dos coletivos, os 760 mil usuários que utilizam o sistema diariamente lidam ainda com a falta de infraestrutura e violência. É o que a reportagem do MANAUS HOJE constatou esta semana, dando uma volta pelos terminais.


A prefeitura até chegou a anunciar a desativação desses terminais, mas a Superintendência de Transportes Urbanos (SMTU) está pensando em outras alternativas e até mesmo a construção de um novo terminal de integração na Zona Norte da capital. De acordo com a SMTU, o T6 será no construído no Santa Etelvina, no ano que vem. A medida vai desafogar o Terminal 3 e dar outras opções para os moradores da Zona Norte de Manaus.


No Terminal 1, além da superlotação dos coletivos, os usuários reclamam da estrutura comprometida do prédio, dos banheiros quebrados e sem higiene, dos vazamentos das tubulações e dos buracos no asfalto. “Disseram que esse terminal ia ser tirado, mas até hoje, nada aconteceu. O prefeito está deixando a desejar aqui”, criticou o inspetor de uma penitenciária na BR 174, Eduardo Oliveira, 49.

Os problemas se repetem no Terminal 2, na Cachoeirinha. As crateras tomam conta do asfalto e a precariedade incomoda tanto quem precisa embarcar ou desembarcar no local quanto quem trabalha no sistema. Servidores do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e da própria SMTU se queixaram das instalações onde trabalham. “Quando chove, aqui vira um rio e o usuário tem que se encostar nas grades para não se molhar. Se faz sol, o calor é desumano. Os banheiros também estão péssimos”, relatou Maurício Lucas, 38, fiscal do Sinetram.

SMTU justifica

Apesar dos problemas, o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, afirmou que medidas já estão sendo tomadas, Carvalho contou que o modelo já está em processo de desativação. “Não é só o problema do terminal. Alí trabalham 140 camelôs, por exemplo, e precisamos ter um espaço para alocá-los. Estamos conversando sobre isso com a Secretária do Centro”, disse o superintendente.

Já sobre o T2, Pedro Carvalho garantiu que a partir de janeiro, as obras de ampliação e reforma vão sair do papel.

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