Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Manaus

Envolvidos no 'caso Belota' serão julgados em novembro

Acusados de matar membros da mesma família serão submetidos a Júri Popular este ano e podem pegar 100 anos de prisão cada



1.jpg Ruan Pablo, Jimmy Robert e Rodrigo Alves durante instrução processual realizada no mês de abril; julgamento ocorrerá este ano, segundo 1ª Vara do Tribunal do Júri
03/07/2013 às 08:03

O publicitário Jimmy Robert Brito e os comparsas dele, Rodrigo Alves e Ruan Pablo vão sentar no banco dos réus ainda este ano. O julgamento do caso que ficou conhecido como “Caso Belota” está incluso na pauta de julgamento do segundo semestre da 1 ª Vara do Tribunal do Júri e foi marcado o dia 21 de novembro. Eles são réus confessos do triplo homicídio qualificado da coordenadora de Relações Internacionais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Maria Gracilene Belota, 59; da filha dela, Gabriela Belota, 26; e de Roberval Roberto de Brito, 63, pai de Jimmy, ocorrido em janeiro deste ano.

O processo foi concluído ainda no primeiro semestre. A celeridade deve-se ao fato dos réus terem sido presos em flagrante e confessado os crimes. Os recursos usados pela polícia para comprovar a autoria e os meios utilizados pelos criminosos, como coleta de material para exame de DNA e impressões digitais, também contribuíram para que a Justiça tivesse provas suficientes para decidir pelo julgamento dos réus por júri popular.

Nesta terça (2) encerrou o prazo para que as defesas dos réus apresentassem os nomes das testemunhas que irão depor em plenário durante o julgamento. O Ministério Público Estadual (MPE) manteve os nomes das cinco testemunhas que foram ouvidas durante a instrução processual. Até esta terça (2) o cartório da 1ª Vara não conseguiu informar o número exato de testemunhas que deverão comparecer ao julgamento dos réus.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, as mortes das quais os três são acusados foram praticadas por motivo torpe, com vistas à herança de R$ 200 mil, com a utilização de meios cruéis - por conta da execução por asfixia - e com a obstrução ou não permissão de defesa das vítimas, que foram pegas em emboscada, além do crime de maus-tratos a animais. A pena para quem pratica o crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos de prisão para cada vítima. Se eles foram condenados a pena máxima, a somatória será aproximadamente 100 anos de prisão para cada um.

Estupro
Rodrigo também responderá pelos crimes de estupro de vulnerável, por ter abusado sexualmente de Gabriela Belota em circunstâncias em que ela não podia oferecer resistência, e ainda pela violência cometida contra o animal de estimação das vítimas. Ele confessou ter matado por estrangulamento o cachorro de Gabriela. O crime chocou a população pela forma como foi praticado e também por serem membros de uma mesma família.

O crime ocorreu na madrugada do dia 22 de janeiro deste ano. Jimmy aparece no processo como o mentor intelectual do crime. No depoimento que prestou na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ele confessou ter agido com interesse de se beneficiar com a herança deixada pelo pai, Roberval Brito. Por conta disso, além da pena alta ele ainda corre o risco de ficar sem a herança a que teria direito. Segundo o promotor Lauro Tavares da Silva, se condenado, ele será considerado indigno de receber a parte que lhe cabia no espólio deixado pelos pais.

Elucidação
O caso Belota foi elucidado pela polícia em menos de 24 horas. Após oito horas de investigações, a polícia chegou aos três autores. O promotor Fábio Monteiro disse que, nos autos, está presente a materialidade dos crimes cometidos pelos réus, além dos mesmos terem confessado a autoria. Os homicídios estão comprovados pelos laudos cadavéricos, assim como a morte do animal e o furto de alguns objetos, pela declaração dos réus em interrogatório, no inquérito policial e na instrução processual. O estupro de Gabriela também está comprovado por meio de exame de DNA.

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