Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
SAÚDE

Equipamento de radioterapia apresenta defeito e prejudica pacientes na FCecon

Pacientes afirmam que números de seções foram reduzidas por conta do problema. FCecon justifica que equipamento já foi substituído



fcecon.JPG Foto: Arquivo/AC
12/01/2018 às 16:49

Pacientes que necessitam realizar seções de radioterapia na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) relatam dificuldades para realizar seções de radioterapia. O problema: uma máquina com problemas técnicos. Filho de uma paciente que pediu para não ser identificado relatou que estavam programadas 25 seções de radioterapia para sua mãe, entretanto, somente 12 foram feitas, de forma fragmentada.

A mãe dele passou por cirurgia e quimioterapia, faltando concluir as seções de radioterapia. No entanto, teve que permanecer com marcações pelo corpo, não podendo sequer transpirar. “Ela começou as seções de radioterapia em novembro. Fazia um ou dois dias e a máquina parava, nunca conseguiu fazer uma semana direto. Sempre tinha um intervalo de uma semana – por conta da máquina pifada – sendo que o tratamento era para ser diariamente”, relatou.

De acordo com a oncologista da ONG Vencer o Câncer Thais Gabriel, a radioterapia é usada no mundo inteiro e, quando realizada de forma correta, reduz a chance do retorno da doença. “Se a radioterapia é interrompida, ou não realizada de maneira adequada, a sua eficácia diminui. Logo, aumenta o risco de o câncer retornar”, explicou.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a radioterapia possui cinco objetivos. Pode ser curativa, quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão.

Problema solucionado

A direção da FCecon informou por meio de nota que o computador que controla um dos aparelhos de radioterapia, chamado de acelerador linear, apresentou problemas, o que exigiu a aquisição de uma nova fonte de modelo específico compatível à máquina, e que não está disponível para venda em Manaus.

O acessório foi comprado nos Estados Unidos e chegou ontem à capital. A substituição já foi feita e já está em funcionamento novamente. Atualmente, a FCecon dispõe de três aparelhos de radioterapia, sendo um acelerador linear, uma bomba de cobaltoterapia e um equipamento de braquiterapia. As três formas de tratamento utilizam fontes radioativas, em contato direto com o tumor.

A instituição está concluindo o processo de compra de mais um aparelho de braquiterapia e, ainda no primeiro semestre deste ano, deverá receber do Ministério da Saúde, um novo acelerador linear.

Eficácia reduzida

Especialista em câncer, a médica Thais Gabriel explicou que a radioterapia reduz a chance do retorno da doença. Se o tratamento é interrompido, ou não realizadas de maneira adequada, a sua eficácia diminui. Logo, aumenta o risco de o câncer retornar, explicou a oncologista.

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