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Escola do Sesc AM suspende aulas após aluno morrer de meningite

Garoto de 6 anos faleceu na sexta-feira (5) com diagnóstico de meningite, inflamação nas meninges causada por bactérias. Equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Saúde visitaram as dependências da escola 08/09/2014 às 16:20
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A escola do Sesc Amazonas fica localizada no conjunto Campos Elíseos, bairro Planalto, Zona Centro-Oeste
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

A direção da Escola do Sesc Amazonas suspendeu nesta segunda-feira (8) as aulas nas unidades 1 e 2 do Centro de Educação José Roberto Tadros, no conjunto Campos Elíseos, bairro Planalto, Zona Centro-Oeste da cidade, após a morte de um estudante de 6 anos de idade causada por meningite (inflamação nas meninges provocada por bactéria).

Uma nota divulgada na página do Facebook do Sesc Amazonas informa que o local não funcionaria por motivo de luto. Na manhã desta segunda (8), equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foram até a escola para avaliar as dependências da unidade e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) deve divulgar laudo sobre as condições do local em breve.

A criança faleceu por meningite na sexta-feira (5), mas estava hospitalizada no Pronto-socorro da Zona Oeste desde a última quinta (4). Antes disso, na quarta (3), o garoto havia passado mal durante o horário do intervalo na escola e apresentado sintomas como dor de cabeça e vômito. Segundo o diretor da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, a criança recebeu medicação específica, mas não resistiu.

“Pessoas que tiveram contato mais íntimo e prolongado com a criança também receberam medicação. Eles tomaram antibiótico específico para evitar a contaminação por meningite”, afirmou Bernardino. Familiares do menino, duas professoras e os 21 colegas de classe também foram medicados e estão sendo monitorados.

As aulas na unidade escolar devem voltar ao normal já nesta terça-feira (9), conforme a FVS. De acordo com Bernardino, a bactéria da meningite morre rapidamente e não sobrevive por muito tempo num ambiente natural. “Em torno de 5% da população pode portar essa bactéria e passar para outra pessoa. Aí se a pessoa está suscetível pode desenvolver a infecção”, disse. 

O titular da Semsa, Homero de Miranda Leão, descartou a possibilidade de surto de meningite após a morte do aluno do Sesc. “Não existe epidemia. É apenas um caso isolado, que está dentro do nosso padrão epidemiológico, dentro do esperado”, assegurou.

Segundo ele, em 2014 houve redução de 42% no número de registros da doença e 71% de redução no número de óbitos, comparado ao período de janeiro a agosto de 2013. Até agora foram 71 casos de meningite e quatro mortes, sendo que no mesmo período de 2013 foram 124 casos e 14 óbitos.

Outro caso

Ambientes fechados como sala de aula são propícios para transmissão e contaminação de bactérias e vírus como meningite. Em abril deste ano, na Escola Estadual Sólon de Lucena, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul, uma aluna de 18 anos, do 3º ano do Ensino Médio, morreu também por meningite e as aulas ficaram suspensas.

Doença

A meningite acontece quando há inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. A doença pode ser causada por bactérias ou vírus, mas nem todas são contagiosas ou transmissíveis (como a rara meningite meningocócica, contagiosa por meio da fala, tosse, espirros e beijos).

Teoricamente, pessoas com qualquer idade podem contrair meningite, mas as crianças menores de cinco anos são mais atingidas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central e por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.

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