Domingo, 19 de Maio de 2019
DENÚNCIA

Escola em Manaus serve água em balde de tinta e tem mofo em paredes; veja vídeo

Denúncia foi feita por pais de alunos do CMEI Lóris Cordovil, localizado na Praça 14. Semed diz que aguarda conclusão de trâmites para transferir estudantes



10/05/2019 às 07:00

Um vídeo amador registrado por pais de alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Lóris Cordovil, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, mostra um balde de tinta servindo como bebedouro para alunos da escola. Além da água, eles reclamam de problemas na estrutura do centro de ensino, que segundo eles, têm prejudicado a saúde de crianças e professores.

As imagens foram gravadas nessa quinta-feira (9) dentro da escola. A dona de casa Iasmin Silva, 30, é mãe de duas crianças que estudam no local, dois meninos de 6 e 7 anos de idade. Segundo ela, a água para beber estava sendo armazenada em um balde de tinta porque o bebedouro estaria quebrado.

“Tem criança que está adoecendo. O banheiro nunca tem água. Um dos meus filhos saiu de outra escola para essa agora. Desde então ele vive vomitando e passando mal quando chega em casa”, disse a mãe.

Os vídeos também expõem problemas na pintura e rachaduras em determinados pontos do prédio, que é alugado. Em uma sala de aula, é possível observar as paredes com fungos e falta de azulejo em algumas partes do piso.

Outra mãe, a dona de casa Nívea Canano, conta que as salas com mofo têm se tornado um problema de saúde pública no Centro Municipal Lóris Cordovil. O filho dela de 7 anos teria desenvolvido problemas respiratórios devido à falta de condições na sala onde ele estuda. Professores também estão ficando doentes.

“A gente se encontra num estado de calamidade. Os professores são maravilhosos, mas não há uma estrutura boa para os profissionais. As paredes estão cheias de fungos. Se para nós é difícil ficar numa reunião, imagine para crianças que ficam quatro horas em uma sala de aula. Está um caos”, disse ela.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) disse, em nota, que uma equipe da engenharia irá ate a unidade de ensino para averiguar as denúncias e, caso confirmadas, providenciar a solução dos problemas.

A Semed explicou ainda que a escola funciona em um prédio alugado e que o proprietário não tem interesse em reformá-lo. “Outro imóvel no mesmo bairro já foi encontrado e a transferência dos alunos deve ser realizada assim que os trâmites legais forem concluídos”, disse a secretaria.

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Repórter de A Crítica

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