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Manaus
TECNOLOGIA

Escola inova com ensino robótico na Zona Centro-Sul de Manaus

Engenheira mecatrônica aposta na educação infantil para disseminar conhecimentos afeitos a ciência 28/05/2017 às 05:00 - Atualizado em 28/05/2017 às 12:02
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Os conceitos complexos da disciplina são ensinados de maneira lúdica, mas gradualmente os desafios aumentam (Foto: Divulgação)
Silane Souza Manaus (AM)

Muitas crianças e adolescentes de Manaus trocaram o controle do videogame por peças mecânicas, como engrenagens, parafusos, porcas, rodas e motores. Mas calma, não é o que você está pensando. Eles fazem um curso de robótica onde aprendem sobre os tipos e como funcionam os sensores e, por fim, de maneira lúdica, fazem seus primeiros programas computacionais. Este é o cenário visto na Escola Robótica Robôplay, na Zona Centro-Sul. 

Criada pela engenheira mecatrônica Larissa Almeida, 26, no início deste ano, depois do sucesso de uma colônia de férias com o ensino do tema, a escola formou mais de 80 alunos com idade entre sete e 15 anos. “Os próprios pais queriam que as atividades de robótica não fossem realizadas só durante as férias. Com isso nós modularizamos e começamos a oferecer o curso em cinco níveis. A demanda tem sido grande e pretendemos expandir a oferta dos cursos a partir do próximo semestre”, relatou.

No primeiro módulo as crianças e adolescentes aprendem programação, conceitos físicos (como força, velocidade e aceleração), partes mecânicas e eletrônicas básicas, e realizam projetos mais simples de robôs com Lego. No quinto e último módulo, eles realizarão projetos mais audaciosos como um Barco Limpador de Oceanos, um Robô Varredor de Chão, um Braço Robótico, entre outros. O nível de dificuldade vai aumentando e os robôs são desenvolvidos com mais sensores e funções técnicas.

A engenheira destaca que são raras as escolas em Manaus que incluem programação em seus currículos, sendo que o ensino da robótica é muito importante porque estimula o raciocínio lógico, a inteligência e a criatividade das crianças e adolescentes promovendo a interdisciplinaridade. “Eles têm mais facilidade que um adulto para pegar os conceitos e aprendem desde pequenos a trabalhar em equipe, a criar responsabilidades e a ser resilientes, não se frustra quando o projeto der errado”, garante.

Para Larissa, a robótica tem papel importante na educação dado que  pode ser uma ponte para o ensino de outras disciplinas ou mesmo ser ensinada puramente. Com ela, a criança ou o adolescente é levado a se questionar e procurar soluções para os problemas, usando na prática os ensinamentos obtidos na escola e no cotidiano. Além disso, ao começar a programar cedo, essas crianças e adolescentes tem uma base para ter sucesso em qualquer carreira promissora do futuro. 

“Essa geração está muito inserida nos meios tecnológicos, é necessário que utilizemos ferramentas de educação mais avançadas que segure o seu interesse até para que possa acompanhar a evolução da humanidade de maneira geral. A futura profissão deles com certeza será cheia de tecnologias e eles precisam ter conhecimento e familiaridade. A criança começa a mexer em celular, tablet, porque não aprender a programar robô, para solucionar os pequenos problemas do dia a dia?”, questionou.

Larissa Almeida enfatizou que com o ensino de robótica, as crianças além de aprender conceitos básicos de engenharia, componentes eletrônicos e programação de computadores, podem ainda testar conceitos da física, matemática, biologia, geografia, entre outros.

Larissa Almeida, além de coordenar a Escola de Robótica Robôplay, é engenheira mecatrônica, mestre em engenharia elétrica e cursa especialização em Inteligência de Negócios e Gestão Analítica na Keller School of Management (Foto: Aguilar Abecassis)

Aulas aos sábados

Os cursos de robótica na Robôplay são ministrados aos sábados para turmas de até sete alunos. Cada módulo, cuja carga horária é de 8h dividida em três aulas, sai por R$ 290. Kits de lego, que variam do mais simples ao mais complexo, são utilizados para desenvolver os robôs. Outras informações podem ser obtidas através do número: 98122-1322 ou na página: www.facebook.com/roboplay.mao/. No local, também é oferecido curso de desenvolvimento de jogos e de programação com minecraft.

Mães incentivam e filhos vislumbram formação profissional

Anabbel, 9,  filha da professora universitária Márcia Sampaio Lima, 38, fez parte da primeira turma do curso de robótica da Robôplay e  ainda continua na escola. Hoje, ela está no terceiro módulo e a mãe pretende deixá-la concluir todos os níveis.  “Além de trabalhar a parte da robótica, o curso incentiva a criatividade da criança na construção de robôs e até na sua arquitetura, como ele tem que ser e o que tem que fazer para resolver um problema. Tudo isso é muito importante”, disse.   

Márcia destaca que a filha, assim como as demais crianças de hoje em dia, é criada no meio de tecnologia e tem acesso a computador, tablet, celular e como usuária sabe manusear esses equipamentos, mas não tinha ideia como é a criação e o funcionamento deles. “O olhar dela para isso foi estimulado e ela percebeu que não é só um brinquedo, existe todo um processo de preparação para a construção deles por trás. Agora ela tem uma visão mais crítica a respeito”, apontou. 

A administradora Adriana Barroncas, 39, também colocou o filho Matheus, 10, na primeira turma do curso de robótica da escola que a engenheira mecatrônica Larissa Almeida, 26, coordena. Conforme ela, porque era um desejo dele. “Ele gosta muito dessa parte de montagem e de tecnologia de modo geral como a maioria das crianças de hoje. O raciocínio dele melhorou muito e ele ficou ainda mais interessado. Tanto que quer seguir uma profissão nessa área”, destacou.

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