Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
DESAFIO

Escola realiza evento para estimular hábito da leitura em estudantes

Colégio Nossa Senhora Auxiliadora utiliza música, teatro, exposições e palestras para aproximar seus alunos da literatura



WhatsApp_Image_2019-10-01_at_16.33.47_2E049543-1C24-46F7-B88E-EBD7E6D69AA9.jpeg Foto: Divulgação
01/10/2019 às 18:22

A difícil tarefa de fazer jovens gostarem de ler é a motivação principal do “Colóquio Literário – Navegando nos rios da leitura”, realizado a partir desta quarta-feira (2) no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O evento, que se estende até a sexta (4), utiliza uma série de linguagens e atividades multidisciplinares para tornar a literatura mais atrativa e interessante para os estudantes da era digital.

Idealizado pela professora de Português e Redação Sônia Maria Alves, o evento está em sua sétima edição e este ano tem o poeta e músico Celdo Braga como escritor convidado e homenageado na edição 2019 do colóquio.



O poeta vai realizar a palestra de abertura do evento, na qual, além de falar sobre sua literatura, vai expor sua mais nova experiência musical com o grupo Gaponga. Celdo tem realizado pesquisa com bioinstrumentos, utilizando sons tirados de elementos da natureza.

Ao falar sobre a motivação para realizar o Colóquio Literário anualmente, Sônia Maria Alves citou a necessidade de formação integral dos alunos como a razão principal. “A leitura é responsabilidade da escola. É um desafio. As provas exteriores cobram a leitura de obras com as quais essa geração não tem muito contato. A indústria cultural levou o jovem para outros interesses. A partir do teatro, sarau e outros incentivos, eles conseguem se reaproximar dos livros”, afirma.

Para a professora, as atividades ajudam os estudantes a se interessarem pela obra de autores como José de Alencar, Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias, entre outros. “As famílias nos dão o retorno, afirmando que os alunos passaram a se interessar mais pela leitura”, afirma a professora Sônia.

Teatro

O teatro, aliás, é parte fundamental do colóquio literário. Na quinta-feira (3) será realizada a atividade “Da sala de aula para o palco”, na qual alunos apresentam adaptações cênicas de grandes obras da literatura no auditório da escola.

Os alunos do Ensino Fundamental II realizarão uma apresentação adaptada da literatura de cordel. Estudantes do Ensino Médio também subirão ao palco. Os alunos da 1ª série encenarão “O auto da barca do inferno”, de Gil Vicente, considerado o pai do teatro português.

A 2ª série do Ensino Médio vai apresentar uma adaptação de “A moreninha”, romance brasileiro de Joaquim Manuel de Macedo. Já a 3ª série vai levar ao palco “O quinze”, da cearense Rachel de Queiroz.

Escritores indígenas

Durante o Colóquio Literário, dois escritores indígenas lançarão livros da coleção Motyrô. Cristino Wapichana, de Boa Vista, lança “A cor do dinheiro da vovó”. O livro ficou em terceiro lugar na edição 2017 do Prêmio Jabuti – principal premiação literária brasileira – e foi traduzido para o sueco e dinamarquês.

De Barreirinha (AM), Tiago Hakiy vai lançar a obra “Noçoquém: A floresta encantada”. O escritor pertence à etnia Mawé. Ambos os livros são de literatura infantojuvenil.

Na sexta-feira (4), o Colóquio Literário se encerra com a atividade “Self-service da leitura”. Os alunos do Ensino Fundamental II serão apresentados à Cultura Pan-Amazônica. E todos participarão da oficina “Utilização da plataforma Árvore de Livros para a exposição e encontro com leitores”.

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Editor do Sim & Não

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