Domingo, 21 de Abril de 2019
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Manaus

Escolas públicas de Manaus serão monitoradas 24h por câmeras

De acordo com o secretário da Seduc, Rossieli Soares, além do monitoramento eletrônico, todas as escolas terão “agentes de portaria”


19/04/2013 às 07:31

O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, anunciou, nesta quinta-feira (18), que as 230 escolas do Estado, na capital, que concentram 280 mil estudantes, terão monitoramento 24 horas por meio de câmeras de segurança. A medida tem início na semana que vem. De acordo com ele, o primeiro colégio a receber a vigilância eletrônica ininterrupta será a escola estadual Raimundo Nogueira, localizada no conjunto Ajuricaba, Zona Centro-Oeste, onde professores decidiram paralisar as atividades, por um dia, em protesto contra a violência e a ação do tráfico de drogas dentro da instituição.

De acordo com o secretário, além do monitoramento eletrônico, todas as escolas terão “agentes de portaria”, que vão dar auxílio à segurança nos colégios. “A partir da semana que vem vamos instalar câmeras de segurança nas áreas comuns das escolas”, disse.

Segundo ele, além do monitoramento por câmeras, a escola estadual Raimundo Nogueira, cujo ensino vai do 6º ao 9º ano, também terá um posto de vigilância, com seguranças se revezando 24 horas por dia. Ele ainda prometeu que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) vai aumentar o muro do colégio para garantir mais segurança e fará um trabalho de conscientização com pais e alunos. “A solução não é somente colocar mais policiais, mais seguranças, câmeras. Isso não acaba com o problema. Apenas diminui.  Se a base do problema é o tráfico de drogas, isso não nasce dentro da escola. É um problema social. Estamos chamando os pais à responsabilidade”, declarou Rossieli Soares, que disse já contar com o apoio do Ronda no Bairro para inibir a ação de bandidos que tentam influenciar alunos para a prática de atos infracionais.

SINDICATO

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, disse que ameaças a professores, na rede pública de ensino, são comuns, tanto na capital quanto no interior, especialmente no período noturno. Ele reclama  que a providência prática da Seduc em casos do tipo é transferir o educador de escola. “Eu mesmo já fui vítima de ameaças”, comentou. “A secretaria tem que dar condições de segurança para o professor trabalhar. Muitas vezes o professor não denuncia porque tem medo do próprio aluno”, disse. Segundo Marcus Libório, quando as agressões não são físicas, elas se dão de maneira verbal ou são veladas. “É também quando o professor tem o carro riscado, o retrovisor quebrado”, afirmou. 

Policiamento agora é por 24h

O tenente Eduardo Freitas informou, nesta quinta-feira (18), que a Polícia Militar vai permanecer de prontidão durante o dia e à noite, em frente à Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira, para garantir a segurança de professores, alunos e dos próprios moradores que vivem nas imediações do colégio.

“Vamos intensificar o patrulhamento para identificar quem são os adolescentes responsáveis pela desordem e pelo tráfico e consumo de drogas, se houver”, disse o tenente Eduardo Freitas. Ele explicou que estudantes responsáveis por atos ilícitos poderão ser apreendidos e levados à Delegacia Especializada em Atos Infracionais, e serão responsabilizados de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

Segundo ele, há um projeto da 10ª Companhia Interativa Comunitária que objetiva conscientizar os estudantes sobre comportamento e prática de ilícitos.

A coordenadora do Conselho Tutelar da Zona Centro-Oeste, Leidenalva Martins afirmou, ontem, que o órgão vai auxiliar a escola na produção de uma cartilha que tem como objetivo informar os estudantes sobre bons modos, conduta e disciplina, nos moldes do que é feito no Colégio Militar.

Para ela, falta participação de responsabilidade dos pais. “O propósito do Conselho é trabalhar primeiramente a família. Os professores não são culpados pelos filhos que a sociedade prepara. Se a família está desestruturada, a criança e o adolescente terão um mal comportamento”, disse Leidenalva Martins. “Falta disciplina e estrutura familiar”, opinou. 

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