Sábado, 21 de Setembro de 2019
MEDIDA

Escolas, unidades de saúde e policiamento permanecem funcionando, informa Governo do AM

Gestão do Estado destaca que respeita o direito de manifestação e reitera que continua aberta ao diálogo



hospital_D04CF562-0F27-4689-B32F-E183BB90A83D.JPG Foto: Reprodução/Internet
08/08/2019 às 14:15

Uma greve geral de servidores anunciada por um movimento de entidades sindicais, para hoje e amanhã, não interferiu nos serviços públicos informou o Governo do Amazonas.  A gestão do Estado destacou que respeita o direito de manifestação e reitera que continua aberto ao diálogo e que, neste ano, já cumpriu com pagamento de datas-bases e reajustes escalonados.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), as unidades da rede estadual mantiveram o atendimento nesta quinta-feira. A secretaria reitera que mantém planos de contingência para eventuais paralisações e que trabalha atualmente no reordenamento da rede de assistência para melhorar o atendimento.

Na segurança pública, o Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Segurança Pública asseguram que o policiamento nas ruas e atendimentos nas delegacias também estão funcionado. De acordo com o Comando Geral da PMAM, as faltas registradas até o momento estão na mesma média de ausências, por motivos diversos, de servidores, o que não compromete o policiamento, que segue em normalidade na capital e no interior.

Na área da educação, levantamento feito nesta manhã pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), aponta que das 232 escolas da capital, somente duas suspenderam aulas nesta quinta-feira. Não há informação sobre paralisação das unidades de ensino no interior do Estado.

O Governo do Amazonas informa ainda que todos os gestores da administração estadual estão atentos a qualquer eventual alteração que comprometa a prestação do serviço público e que, caso ocorram, adotem medidas de contingência para não prejudicar o atendimento à população.

Negociação

O governador Wilson Lima declarou, em entrevista hoje, que já recebeu, há pouco mais de uma semana, representantes de sindicatos que lideram o movimento que defende a greve geral dos servidores e que explicou a situação financeira do Estado. Na ocasião, ele também informou que os gestores dos órgãos públicos foram orientados a receberem as lideranças para discutir avanços possíveis, que não gerem impacto na folha de pagamento.  

“Já recebi representantes de algumas categorias e a orientação que dei foi que reunissem com o secretário de cada pasta, formassem uma comissão, levassem seus pleitos para entender de que forma podemos avançar em melhorias que não incidam em despesas para o Estado. Sobretudo que tenha impacto na folha de pagamento, porque já recebemos o Governo com gastos com pessoal acima do limite permitido em lei”, frisou.

Wilson Lima reafirmou que o Governo tem trabalhado para equilibrar despesas e receita e que o objetivo é manter a folha de pagamento e os serviços essenciais à população.

“As medidas que foram tomadas pelo Governo, em parceria com a Assembleia Legislativa, são importantes para o equilíbrio das contas do Estado. Se nós não fizermos isso, eu não vou ter condições de pagar a folha de pagamento, de manter os serviços essenciais. Por isso essas medidas são tão necessárias. Vejam o que acontece no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, estados que estão parcelando os salários dos funcionários, não estão pagando servidores”, comparou, ao lembrar que só em dívidas e déficit herdados da gestão passada, o Governo atual, que assumiu em janeiro de 2019, tem que administrar um rombo de R$ 3 bilhões.

Entenda 

No último sábado (3), uma assembleia unificada com todos os representantes sindicais de servidores do Estado foi realizada e aprovou uma greve geral. A ação foi realizada na sede do Sindicato dos Funcionários Públicos da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), no bairro Petrópolis, na Zona Sul de Manaus. 

Os titulares dos sindicatos informaram que a medida foi definida como forma de protesto contra a Lei Complementar 198/2019, que dispõe de uma contenção de gastos do Governo do Estado, em decorrência às deficiências orçamentárias que chegam a R$ 1,6 bilhão, conforme dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). As lideranças querem que a Lei seja revogada.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social do Estado do Amazonas. 

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