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Especial do Manaus Hoje ensina como dar a volta por cima em tempos de crise econômica

Raimunda Maciel, de 56 anos, se separou do marido e se viu perdida. Ela fez vários cursos, aprendeu, e hoje vende tudo o que produz. Com sorriso no rosto, ela conta sua história de luta e superação 05/11/2015 às 11:23
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Raimunda Maciel, de 56 anos, era apenas uma dona de casa que teve que se ‘rebolar’ quando se separou do marido
vanessa marques/MANAUS HOJE ---

A partir de hoje, em todas as quintas-feiras, o MANAUS HOJE publica uma série de reportagens dando dicas para o leitor de como contornar a crise econômica no país. A cada edição, a coluna NÃO CRISA contará histórias de pessoas que não sucumbiram ao momento de adversidade e deram a volta por cima. São histórias de inspiração!

Nossa primeira personagem é a dona de casa Raimunda Maciel, de 56 anos, que em 2012, após o fim do casamento, se viu sozinha, sem marido, sem emprego e precisando criar a única filha, com 9 anos na época. Ela, que só tinha estudado até a 5ª série, não sabia fazer muita coisa, não tinha habilidades manuais e tampouco sabia por onde começar. Foi aí que Raimunda viu no Clube de Mães da Japiimlândia uma oportunidade de aprender algo para faturar dinheiro.


O primeiro curso foi de crochê, técnica que sua mãe já havia tentado lhe ensinar diversas vezes e Raimunda não deu atenção. “Mas a necessidade nos obriga a aprender e ir à luta”, disse ela, que depois do curso de crochê fez o de trufas, pintura em tecido, informática, confeitaria em chocolate, e atualmente está empenhada no curso de corte e costura, fazendo peças íntimas. “No início tudo é muito difícil. Quando comecei a fazer crochê, achava que nunca ia conseguir fazer nada”, lembrou a dona de casa.

Hoje, Raimunda usa o que aprendeu nos cursos fazendo guardanapos com bordas de crochê, tapetes com fios, usando a mesma técnica do crochê, e trufas para ter uma renda. As peças podem sair entre R$ 10 ou R$ 12 um guardanapo, e de R$ 25 até R$ 150 uma peça com fios de crochê. “Faço muita coisa por encomenda. São centros de mesa, tapetes, passadeiras para quartos e tudo mais que as pessoas me pedem”.

Mesmo com o trabalho de artesanato, Raimunda recebe ajuda da família. “Sem meus irmãos, não conseguiria seguir em frente. Minha família é uma benção de Deus”, pontuou. Ela também conta com a ajuda da mãe na confecção dos tapetes. “Depois que meu pai faleceu, ela veio ficar comigo e como ela ainda está um pouco abalada, o crochê tem sido uma distração nessa fase”.

Raimunda é daquelas pessoas que mesmo quando tudo parece difícil, ela tem esperança. “Deus nunca desampara os seus filhos, não posso desistir, porque ele me guia”.

Serviço

O quê: Clube de Mães da Japiinlândia, onde Raimunda aprendeu vários cursos gratuitos.
Onde: Rua Maria Mansour, 533, Japiim
Telefone: 3663-4470


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