Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020
JANEIRO BRANCO

Ansiedade de começo de ano pode prejudicar saúde mental, alerta especialista

Primeiro mês do ano é marcado por ações de conscientização, promoção e proteção à saúde mental com a campanha Janeiro Branco



janeiro_branco_BB516A7C-C978-4782-8808-E1E37A5B8066.JPG Foto: Arquivo/A Crítica
10/01/2020 às 06:45

A sensação de recomeço, a ansiedade em cumprir as metas estipuladas no final do ano e as expectativas para a realização desses planos durante os próximos meses são os motivos que podem desestabilizar o emocionalmente muitas pessoas. É devido a essas preocupações que o primeiro mês do ano, simbolizado pelo branco, é marcado por ações de conscientização, promoção e proteção à saúde mental com a campanha Janeiro Branco.

De acordo com especialistas, é após o período de festividades que o indivíduo dá-se conta que retornará as obrigações, mas com o sentimento de que deve melhorar o que pode afetar seu equilíbrio emocional. “A ansiedade de começo de ano vem muito das expectativas nutridas ao longo do final do ano anterior, porque justamente as pessoas fecham essas datas em festas e precisam retomar sua rotina em seguida. Então, acontece um rebaixamento de humor ou mesmo ele precisa lidar com questões práticas, por exemplo, as dívidas que foram feitas nos últimos meses”, disse o psicólogo clínico, Alexandre Cavalcante.



De acordo com ele, esse é o momento que as pessoas percebem a necessidade de tornar-se um novo indivíduo, mudar as atitudes e iniciar um novo ciclo, diante disso é preciso atenção aos cuidados com a mente. “O brasileiro precisa lidar com uma série de expectativas de realizar aquelas promessas, aqueles desejos e a busca pela terapia acompanha muito o desejo de mudança porque é uma vontade, a reelaboração interna”, comentou.

E para manter a saúde mental em dia, principalmente, neste início de 2020, o também psicólogo clínico, Thiago Filgueiras, destacou que é de suma importância a prática de exercícios físicos, o cuidado e manutenção do sono, o fortalecimento no contato com a família e amigos e ainda a descoberta de um novo hobbie. 

“Quando nós praticamos atividades físicas, nós liberamos neurotransmissores como serotonina, noradrenalina, endorfina e isso é o que nos traz um relaxamento para o corpo. A prática religiosa é muito importante, a leitura também colabora bastante para o desenvolvimento da saúde mental e outro fator, é falar dos seus problemas porque isso tira ou alivia a carga emocional”, explicou.

Ações

Para quebrar os estigmas que envolvem o equilíbrio mental diversas ações estão sendo realizadas no âmbito estadual por meio de palestras, rodas de conversas e distribuição de material informativo em unidades de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (Susam), por exemplo, realiza a campanha Janeiro Branco sob a responsabilidade da Coordenação Estadual da Rede de Atenção Psicossocial.

“Nosso objetivo é colocar o tema da saúde mental ao máximo em evidência, provocando reflexões e diálogos sobre o tema, tão pouco discutido entre a sociedade”, afirmou a coordenadora estadual e psicóloga Luciana Diederich.

Segundo a coordenadora, a campanha convida as pessoas a refletirem sobre suas vidas, suas emoções, comportamentos e como essas situações impactam na sua qualidade de vida. “A campanha procura despertar na sociedade a necessidade de compreensão geral do conceito de saúde mental e de como o equilíbrio emocional pode proporcionar bem-estar a todos”, disse a psicóloga.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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