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Espécies nativas aproveitam calor para surgir e embelezar Manaus

Apesar de pouco encontradas, é possível achar espécies embelezando algumas residências da capital 30/08/2015 às 11:33
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Pelo menos sete espécies costumam aparecer na cidade nesse período: tonéias, ipoméias, cipós de São João, cássias, jacaranas copaias, rabos-de-arara e paus de balsa.
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Engana-se quem acredita que o Amazonas possui apenas duas estações do ano. Pequenas ou grandes, discretas ou chamativas, elas surgem em vários tons nessa época nas casas, nas árvores, e até mesmo em canteiros centrais de avenidas. Para o meio ambiente, especialistas garantem que as flores nativas da Amazônia podem contribuir com o ecossistema e, claro, trazer mais beleza para ambientes tomados pelo asfalto e prédios.

Pelo menos sete espécies costumam aparecer na cidade nesse período: tonéias, ipoméias, cipós de São João, cássias, jacaranas copaias, rabos-de-arara e paus de balsa. Dono de mais 100 espécies de flores em seu orquidário, o ecólogo Willys Souza é um grande conhecedor do assunto.

Segundo ele, as flores da região costumam surgir na época onde são registradas as maiores temperaturas na capital. Isso porque, conforme ele explica, precisam seguir um processo que combina o desabrochamento, a germinação e a polinização. “Nesse período as plantas saem do processo de dormência vegetativa. Lá para fevereiro, essas mesmas plantas vão começar a soltar as sementes, aí já pegam um solo úmido para germinar. Depois as abelhas polenizam, ela produz o fruto e a semente. É o mecanismo da natureza”, afirmou o especialista. 


A primavera amazônica acontece entre o final do inverno e o início do verão. Foto: Márcio Silva 

Afastadas

Não é comum encontrar flores na zona urbana da capital. Elas costumam ser vistas principalmente em locais afastados, como no bairro Puraquerara, onde a equipe de reportagem registrou várias imagens. Em jardins de casas e canteiros centrais de avenidas, como na Avenida das Torres e avenida Djalma Batista elas são “flagradas”, mas ainda com pouca evidência.   

Conforme o ecólogo, isso acontece pela alteração do ecossistema. “Onde ainda se preserva uma vegetação nativa você vê uma consorciação de vários tipos de flores, folhagens e  texturas. É um processo natural que a natureza criou mas que o homem interferiu. Esse processo pode estar desequilibrado”.

De acordo com Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), as duas espécies que surgem na zona urbana  nessa época são os ipês e o pau-pretinho, sendo que no caso dos ipês, 315 mudas foram plantadas na avenida Djalma Batista há três anos.

No entanto, Willys acredita que as espécies nativas precisam ser mais aproveitadas na cidade. “Para o homem existe o melhoramento térmico. Com as árvores você tem uma sensação térmica mais agradável que uma área degradada”, destacou.

Temperaturas altas

Segundo o ecólogo Willys Souza, a primavera amazônica acontece no período entre o final do inverno e o início do verão. No Amazonas, essa época compreende o começo de agosto e vai até o final de setembro, quando as temperaturas são as maiores registradas na cidade e ultrapassam os 30ºC.


As espécies nativas precisam ser mais aproveitadas em Manaus. Foto: Márcio Silva

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