Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
SAÚDE PÚBLICA

Estado de Emergência por H1N1 servirá para compra de remédios e insumos no AM

Susam informou que ministro da Saúde garantiu a ampliação de leitos, a aquisição de medicamentos, equipamentos e produtos hospitalares. A antecipação da campanha de vacinação para março é uma das medidas adotadas



vacina__o_86D43C3B-4C91-45BF-B6CA-5A39B232C486.JPG Foto: Reprodução/Internet
28/02/2019 às 18:39

Com o anúncio do decreto de Estado de Emergência na Saúde em decorrência do avanço de casos de mortes ligados à gripe H1N1, a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) informou que as primeiras medidas adotadas serão a aquisição de novos remédios, a maior realização de exames, garantir leitos de isolamento para impedir a transmissão do vírus em ambiente hospitalar, além de ações de prevenção que inclui a antecipação da campanha de vacinação para março, ao invés de abril como acontece anualmente.  

Segundo a Susam, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já garantiu a ampliação de leitos, a aquisição de medicamentos, equipamentos e produtos hospitalares, como máscaras, álcool gel, entre outros. A pasta informou que houve no Estado, em fevereiro, um aumento de 60% na demanda de pacientes com doenças respiratórias nos serviços de pronto-atendimento adulto e infantil.



Conforme o 2° Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 12 óbitos por H1N1 foram registrados no Amazonas, sendo 8 em Manaus, 2 em Manacapuru, 1 em Parintins e 1 em Itacoatiara. Outros 2 óbitos foram confirmados por Vírus Sincicial Respiratório, ambos em Manaus.  E, até a publicação desta matéria, 195 casos de SRAG foram registrados no Amazonas.

Sobre os casos no interior do Amazonas, a pasta destacou que a capital e os demais municípios estão recebendo a atenção necessária, considerando a realidade de cada região. Entre as medidas previstas para o interior está a ampliação do serviço de UTI Aérea que traz pacientes graves para a capital.  Todas as orientações expressas em Notas Técnicas são para toda a rede, capital e interior. Todas as condutas são validadas de acordo com o protocolo de tratamento da Influenza, do Ministério da Saúde e as Notas Técnicas elaboradas em conjunto entre a Susam, a  Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) e a Fundação de Medicina Tropical. 

Ações necessárias

De acordo com a Susam, levando em consideração os dados divulgados, se faz necessário ampliar a capacidade de atendimento da rede de Saúde, em especial reativar leitos de internação e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que estavam desativados há mais de um ano; contratar recursos humanos para assistência especializada nas unidades de saúde inseridas no plano de ação e abrir leitos de retaguarda em maternidades e em hospitais, além de contratar na rede suplementar, quando houver necessidade.

“Foi estabelecido um plano de ação para o enfrentamento da H1N1 e outras síndromes respiratórias, que inclui, entre outras medidas, garantir leitos de isolamento para impedir a transmissão do vírus H1N1 em ambiente hospitalar, garantir medidas de prevenção e controle do vírus da Influenza nas unidades de urgência e emergência e nas maternidades, fazer o manejo clínico adequado e no tempo oportuno dos casos de H1N1, garantir assistência de média e alta complexidade para os 61 municípios do Estado, garantir ações de segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde com a aquisição de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e material de higiene”, informou a Susam.

Medidas de controle

Recomenda-se a lavagem frequente das mãos antes de tocar em mucosas (olhos, boca e nariz) e após espirrar; o uso de lenços de papel (descartável) para proteger boca e nariz ao espirrar; uso de álcool gel; indivíduos doentes devem manter repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos adequada, evitando contato com outras pessoas em ambientes fechados e aglomerados; evitar a exposição de crianças menores de cinco anos ao clima chuvoso; manter ambientes bem ventilados; caso o indivíduo apresente febre, tosse, dor de garganta, falta de ar ou qualquer outro sintoma associado, deve procurar o serviço de saúde para melhor avaliação.

Além do reforço do Tamiflu nas unidades de saúde, a Prefeitura de Manaus executa ações para o controle da Influenza A (H1N1), por meio do monitoramento e manejo clínico das síndromes gripais. Dentre as ações destacam-se: levantamento da situação vacinal das crianças menores de cinco anos e atualização das cadernetas de todas as vacinas, emissão de comunicado aos Distritos de Saúde (Disas) alertando sobre os fatores de risco e o atual cenário epidemiológico na cidade, investigação, acompanhamento e medidas de controle de todos os casos notificados pela equipe de vigilância epidemiológica.

Sinais e sintomas da Influenza

A Influenza A é considerada uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, caracterizada por febre alta de início súbito, acompanhado por intensas dores musculares e articulares, dor de cabeça, dor de garganta e coriza.

Os sintomas podem evoluir para falta de ar e outras complicações respiratórias. As pessoas que possuem algum fator de risco para complicações ou alguma imunodeficiência – possuem um risco maior e podem apresentar complicações respiratórias associadas à infecção viral.

A gripe é transmitida pessoa a pessoa, ao falar, tossir, espirrar, principalmente, e pelas mãos que transmitem o vírus por contato direto ou contaminando superfícies e objetos.

Fatores de Risco

Populações mais suscetíveis para o agravamento das síndromes gripais são indígenas, gestantes, puérperas, crianças menores de dois anos e idosos, assim como pessoas que apresentam condições como pneumopatias (incluindo asma), cardiovasculopatias, doenças hematológicas, distúrbios metabólicos, transtornos neurológicos e do desenvolvimento que possam comprometer a função respiratória, imunossupressão, obesidade, nefropatias e hematopatias.


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