Publicidade
Manaus
PÉSSIMA AVALIAÇÃO

Estado do Amazonas tem as piores rodovias, aponta estudo da CNT

Entre as avaliadas no Amazonas estão a AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara; BR-174, que faz ligação com presidente Figueiredo e Boa Vista (RR); e BR-319, que interliga Manaus a Porto Velho (RO) 17/10/2018 às 20:54 - Atualizado em 18/10/2018 às 12:22
Show br 408d8b91 5bc2 4365 926a 90599ead3326
Trecho da BR-319, que tem histórico de graves problemas. Foto: Antonio Lima
Izabel Guedes Manaus (AM)

O Estado do Amazonas é o que possui a malha rodoviária com mais problemas segundo apontou uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta quarta-feira (17). Segundo o estudo, feito no primeiro semestre do ano, 99,1% das rodovias do Estado pesquisadas são consideradas regulares, ruins ou péssimas. Em seguida no ranking das piores malhas rodoviárias está o Acre, com 96,2%.

Entre as avaliadas no Amazonas estão a AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara, BR-174, que faz ligação com presidente Figueiredo e Boa Vista (RR), BR-319 que interliga Manaus a Porto Velho (RO), BR-230, conhecida como transamazônica, e BR-317, que liga Rio Branco, no Acre, à Boca do Acre, no Sul do Amazonas.

Os pontos analisados segundo a 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias são as condições do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. Em todo o Brasil os dados identificaram que dos 107.161 quilômetros analisados, 57,0% apresentam algum tipo de problema no estado geral. Em 2017, esse percentual era de 61,8% nas rodovias federais e estaduais do País.

De acordo com a pesquisa, somente os problemas no pavimento geram um aumento médio de 26,7% no custo operacional do transporte. Rodovias deficientes reduzem a segurança viária, aumentam o custo de manutenção dos veículos, além do consumo de combustível, lubrificantes, pneus e freios. Entre as vias federais, que ficam dentro do Amazonas a BR-319 teve avaliação péssima nos trechos verificados pela CNT e por comprometer as questões citadas acima.

Sobre esse aspecto o presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, André Marsílio, fala que por muito tempo a BR foi considerada intrafegável e que hoje já tem trechos melhores, mas infelizmente muitas coisas ainda precisam ser feitas.

“A união quem enquadrou a BR-319 em estrada não pavimentada, o que acabou deixando ela de fora de programas de recuperação de rodovia. Isso acabou atrapalhando muito, porque ela foi ficando intrafegável por muitos anos, e nos últimos cinco voltou a ser trafegável, mesmo com todas as dificuldades. São 877 quilômetros e a metade está asfaltada, e a outra não. No verão, durante dois meses fica bom para carros de passeios, para carreta, caminhão; hoje a gente até vê a BR trazendo grandes mercadorias em grandes caminhões, o que antes não se via. A estrada  tem essa dificuldade na nossa região. Ela fica mais trafegável no verão do que no inverno e por ela ter sido enquadrada em estrada não-pavimentada, ainda está nessa novela do estudo de impacto ambiental (EIA Rima) para poder ser entregue e sim poder pavimentar”, comentou André Marsílio.

Outro lado

Sobre a AM-010, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) informou que vem realizando trabalhos de manutenção corretiva na rodovia, ao longo dos seus 252 quilômetros, e desenvolvendo projetos visando realizar obra para reestruturar todo o pavimento da rodovia, com o objetivo de adequá-la ao tipo de tráfego atual, que vem recebendo muitos veículos pesados no escoamento da produção de soja.

Publicidade
Publicidade