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MAIS MUDANÇAS

Estado prepara nova licitação para gestão de presídios no Amazonas, diz Sérgio Fontes

Segundo secretário de Segurança Pública, governo acatou o pedido do Ministério Público, mas defende que a mudança não pode ser feita de maneira repentina 13/01/2017 às 17:13 - Atualizado em 13/01/2017 às 18:23
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Presídios do Amazonas enfrentam o maior caos de sua história (Foto: Arquivo AC)
acritica.com* Manaus (AM)

Responsável pelas ações do Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema de Segurança Pública, o secretário Sérgio Fontes afirmou  que o governador do Estado, José Melo, está preparando uma nova licitação para que a Umanizzare deixe de administrar o sistema prisional do Estado.

A afirmação foi feita durante a coletiva de imprensa que apresentou o tenente-coronel Cleitman Coelho como novo titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Segundo Fontes, o governador acatou a recomendação do Ministério Público de Contas, que no último dia 4 ingressou com pedido para que o Estado rompesse os contratos com as empresas Umanizzare e Multi Serviços Administrativos, responsáveis por gerir os presídios.  

“Há uma recomendação do Ministério Público que o governador já acatou, agora é preciso de um período mínimo para que a gente possa fazer essa transição", afirmou Fontes, ressaltando que a mudança está nos planos mas não pode ser feita de uma hora pra outra. "O mais rápido possível a gente pretende chegar a uma licitação aceitável pra que a gente possa abrir essa licitação e aí fazer as trocas devidas”.

Mesmo afirmando que o Estado planeja mudar a gestão dos presídios, Fontes afirmou que a Umanizzare não pode ser colocada commo a responsável por todos os problemas. " Nós temos um problema muito maior, que é a disputa de facções a nível nacional. Se fosse só o problema da Umanizzare, não teriam acontecido em outros estados", defendeu o secretário.

Para Fontes, a grande razão para o caos instalado no sistema penitenciário foi a guerra entre as facções. "As rebeliões que ocorreram não foi pedido nada com relação a permanência, alimentação, superlotação, saída, avaliação...não. Foi uma briga de facções, eles queriam matar seus adversários", disse ele, ressaltando que o combate ao crime organizado deve ser fortalecido em âmbito nacional. "O crime organizado faz uma guerra subterrânea e eventualmente tem essas convulsões e que morre essa quantidade absurda de detentos no nosso estado".

*Com informações da repórter Rita Ferreira 

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