Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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PERIGO

Estrutura precária de ponte esconde riscos para quem vai à Feira do Mutirão

Quem circula ou trabalha neste trecho da rua Itaeté teme que a ponte, comprometida desde fevereiro, desabe


25/08/2017 às 22:30

É preocupante a situação da área da rua Itaeté, no bairro Mutirão, Zona Leste da cidade, onde uma ponte seria demolida em fevereiro deste ano. O local apresenta rachaduras, valas abertas, improvisações com tábuas de madeira e sérias complicações para os feirantes que trabalham nele e para qualquer transeunte que frequente a via. É iminente o risco de desabamento, tanto pela presença de pedestres, quanto pelo alto tráfego de veículos.

A estrutura é sustentada por destroços da própria ponte, desgastada  por anos e anos de utilização. Além disso, toras de madeira também “ajudam” na sustentação, mas parecem frágeis em caso de desabamento.

Feirantes e frequentadores do local enfrentam um problema a mais: há valas perigosíssimas muito próximo às barracas onde se comercializa peixe, por exemplo.

O feirante Ricardo Alves, 38, trabalha no local há 6 meses, e quando chegou já restavam apenas lembranças da estrutura antiga da ponte. “Quando cheguei a ponte já estava quebrada. É difícil trabalhar aqui pois trabalhamos com o risco de a qualquer momento a estrutura cair. Está toda abalada. Mas precisamos trabalhar. Só estamos aqui pela misericórdia de Deus, pelafé mesmo, pois a qualquer momento pode cair”, contou ele, que com a venda de frutas e legumes sustenta oito pessoas – só ele trabalha.

“É critica a nossa situação aqui. Praticamente esqueceram de nós. Estamos aqui desde fevereiro nesta situação”. A declaração, em tom dramático, é do relojoeiro Werther Brasil, 48. “Já estamos há seis meses sem qualquer solução e providência. Sou feirante aqui há 15 anos, sempre nesta área, e é daqui que tiramos nosso sustento, da família Gostaria que tomassem providências nessa situação”, disse ele, informando que está cadastrado em um programa de desapropriação da área, mas que o processo está lento. “Até agora não aconteceu nada. Estamos à mercê dessa situação. Que o poder público tome uma providência”, espera ele.

A professora Klívia Freitas, 26, e sua irmã, a estudante Karen Freitas, 20, vez por outra transitam no trecho comprometido da rua Itaeté, apesar de morarem nas proximidades, no bairro Jorge Teixeira. Elas criticaram o estado atual da via.

“Sempre passo por aqui e desde o início do ano já deveriam ter feito algo por aqui e de forma fácil e rápida, e que por algum motivo estão adiando a solução e as coisa está do jeito que está, abandonada, jogada. Se não se resolve, expõe ainda mais o risco tanto para o pessoal que trabalha e mora  poer perto, quanto para quem às vezes passa por esse trajeto e trabalha nas proximidades. De certa forma expõe todo mundo”, declara ela, ressaltando que as pessoas podem cair na ponte, carros e motos derraparem e, consequentemente, pessoas se acidentarem. “Tudo isso pode acontecer, além do quê, claro, a ponte cair. Há muito risco aqui”, relata ela.

Sua irmã, Karen Freitas, comentou que o problema é sério. “A situação é precária e séria. Que as autoridades venham logo resolver esse problema  pois há trabalhadores que querem se sustentar e ganhar seu salário, mas que com essa situação atrapalha um pouco pois pode prejudicar a venda deles. Há movimentação de motos e carros que prejudica”, detalha a estudante universitária.

Outro lado

Por meio de sua assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que a referida ponte foi interditada anteriormente pela para que fosse demolida. “Porém, no dia que estava prevista a demolição, os próprios moradores do bairro fizeram uma manifestação para impedir”, relatou o órgão.

“A Seminf já tinha comprovado a necessidade da intervenção mas somente após do desmoronamento do gabião os moradores compreenderam a necessidade da demolição. Agora iniciamos a fase de desapropriação das casas do entorno, para, sequencialmente, demolirmos a ponte por administração direta”, informa a assessoria.

Blog

Ney Colombiano, 40, autônomo

O autônomo Nei Colombiano, 40, é morador do Mutirão e reclamou muito da demora da Prefeitura Municipal em resolver o problema. “Acho que já deveriam ter feito algo aqui, pois precisa de muita coisa, para que os trabalhadores possam fazer seu serviço direitinho. Isso só vai acabar  quando cair a via e acontecer um acidente com o pessoal que precisa trabalhar. O prefeito deveria fazer algo por aqui”, comentou ele, que sempre passa pela área da antiga ponte.

“Até agora nada feito. Todos precisam de utilizar a rua pois ela é uma principal. E estamos empatados. Querem que caiam as coisas em cima das pessoas?”, complementa ele.

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