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Estrutura precária prejudica pacientes da UBS Vicente Palloti

Infiltrações e mofo nas paredes, insetos e falta de equipamentos são alguns dos problemas da unidade, localizada na Zona Sul 12/11/2013 às 09:37
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As infiltrações nas paredes provocam o surgimento de mofo e a falta de higiene atrai baratas, visitas ‘frequentes’ na UBS
Jéssica Vasconcelos Manaus, AM

Os pacientes que procuram a Unidade Básica de Saúde (UBS) Vicente Palloti, na avenida Tarumã, bairro Praça 14, Zona Sul, sofrem com a falta de estrutura do prédio.

Os problemas no local já iniciam na única entrada, onde a rampa de acesso está interditada porque a borracha anti-derrapante, trocada há seis meses, soltou e não foi colocada novamente. Segundo a funcionária da UBS Maria Pereira*, a medida de interditar a rampa foi tomadas pelos funcionários depois de uma grávida escorregar e machucar o pé.

O mofo nas salas, as baratas e ratos, além das infiltrações também são problemas com que os pacientes e funcionários relatam conviver todos os dias.

De acordo com uma funcionária, no consultório odontológico uma barata subiu na perna da paciente que estava sendo atendida e, sem que ela notasse, o bicho foi retirado pela funcionária. Segundo Maria Pereira, o contato com os insetos é pior na segunda-feira, quando os funcionários iniciam o expediente. “Na semana passada um grupo de crianças estava brincando com um rato morto enquanto esperava a consulta, com os pais”, disse ela.

O mofo causado pelas várias infiltrações do prédio onde, no piso superior, funciona o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), também tem deixado os funcionários preocupados.

A clínica geral da unidade atende os pacientes no consultório ginecológico porque o consultório está repleto de mofo e não apresenta condições para a profissional nem para os pacientes.

Segundo Maria Pereira, o aparelho de raios-x da unidade deixou de ser usado porque é necessário um espaço adequado para a realização do exame. “Nós não podemos fazer um exame aqui, próximo de crianças recém nascidas e mulheres grávidas, correndo o risco de prejudicar essas pessoas”, disse a funcionária.

Ainda segundo ela, as consultas com o dentista da unidade foram suspensas há pelo menos seis meses por falta de material. De acordo com Maria, os equipamentos foram para manutenção e nunca voltaram, enquanto isso os pacientes ficam à espera de uma solução para o problema. “Existe um jogo de empurra para saber de quem é a responsabilidade da questão, que nunca é resolvida”, acrescentou a funcionária.

Os funcionários da UBS Vicente Palloti afirmam que todos os problemas da unidade são de conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mas que até o momento a unidade segue funcionando de forma precária, sem nunca ter sido dedetizada, aguardando uma nova estrutura que permita o melhor atendimento aos pacientes.

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