Domingo, 16 de Fevereiro de 2020
PERDA

Estudante morta pela cunhada sonhava em ser modelo, dizem amigos

Segundo amigos da vítima no velório, Luana Freire era reservada e servia de exemplo para jovens da mesma faixa etária. Os pais dela, muito emocionados, passaram parte da manhã em novas investigações na casa onde aconteceu o crime



luana_foto_123_78D9C541-CB1D-4560-8F48-8B95EB4391F0.JPG Luana Freire em uma de suas fotos postadas nas redes sociais. Foto: Reprodução/ Facebook
04/12/2018 às 15:51

“Eles estavam com o satanás dentro de casa”. Essa foi à frase de indignação de um membro da Igreja Adventista do 7º Dia para descrever a conduta de Thais Rejane Barboza Alvez, de 32 anos, acusada de matar a própria cunhada, Luana Freire de Souza, de 19 anos. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (3).

Durante o velório, na Rua Perimetral do bairro do Ouro Verde, o sentimento era de revolta entre amigos e familiares que acompanharam a trajetória de vida da jovem.



Segundo amigos, Luana era reservada e servia de exemplo para jovens da mesma faixa etária: “Ela era o reflexo do pai, ajudava quem pudesse, é inaceitável que a cunhada dela fique impune”, disse Maria, afirmando ser amiga da vítima. Ainda segundo ela, Luana se formou no Ensino Médio e estudava em uma faculdade particular em Manaus e tinha o sonho de ser modelo.


Local onde ocorreu o velório de Luana Freire. Foto: Jander Robson 

A jovem era filha de Luiz, que fazia projetos sociais no bairro com intuito de desviar crianças a e adolescentes do crime; e de Lucinete Freire, tesoureira da mesma igreja em que a filha tinha o importante papel de interprete de libras em um grupo musical. Os pais da vítima, muito emocionados, passaram parte da manhã em novas investigações na casa onde aconteceu o crime.

Questionada sobre a convivência da cunhada com a vítima, uma vizinha que preferiu não ser identificada por medo de represálias, afirmou que a Thais comentava que a vítima era muito mimada, contrariando as postagens de afeto que realizava em suas redes sociais: “Tudo farsa”.

Thais é casada com o irmão da vítima, que muito abalado, preferiu não falar com a reportagem. Membros da igreja relataram que Thais não levantava suspeita, pois ao contrário no que foi dito pela mulher no depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Lucinete tinha um grande carinho pela nora, que mostrava um pouco de resistência para frequentar os encontros entre cristãos.

O enterro vai acontecer na tarde de hoje no cemitério Parque Tarumã, mesmo período em que Thais estará passando por audiência de custódia no Fórum Ministro Henoch Reis, e deverá responder por homicídio qualificado.


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