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Manaus
CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Estudantes do AM pedem ajuda financeira para representar Estado na Febrace, em SP

Os jovens cientistas são idealizadores do projeto “Booklook”, um software para auxiliar crianças no tratamento de câncer e devem representar o AM na Febrace, que será realizada em março em São Paulo (SP) 21/02/2017 às 09:42 - Atualizado em 21/02/2017 às 13:37
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Adria Albuquerque, 18, Gabriel Thomaz, 18 e Gabriela Vasconcelos, 16. (Fotos: Raine Luiz e Mayrlla Motta)
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Os estudantes amazonenses Adria Albuquerque, 18, Gabriela Vasconcelos, 16, e Gabriel Thomaz, 18, desenvolveram o projeto “Booklook”, no final do ano passado como trabalho de conclusão de curso (TCC) em uma escola técnica da cidade.

O protótipo do projeto que deve se tornar um site deve ser apresentado nos dias 21, 22 e 23 de março na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace) em São Paulo (SP). No entanto, os jovens cientistas não têm como custear a viagem e hospedagem. Os criadores pedem ajuda financeira para representar o Estado, com a esperança de conseguirem patrocínio para instalar o projeto nos hospitais de câncer não só do Amazonas, mas também em outras regiões do Brasil.

A estudante de Fisioterapia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Gabriela Vasconcelos, 16, explica que o projeto tem como objetivo promover a integração das crianças com câncer com as demais pessoas, e assim, motivar o tratamento deles. “Por meio de histórias lúdicas e pré-animadas, o voluntário entra no software e se cadastra. Lá ele vai encontrar várias historinhas onde a pessoa vai poder ler e gravar com a própria voz. A ideia é justamente essa: interagir com a criança através da leitura”, explicou Vasconcelos.

Segundo Gabriela, para o trio criar o projeto eles se basearam nos dados do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), onde mostra que o câncer é a segunda causa de morte no País, ficando atrás somente de acidentes e morte violentas.

“A cura para o câncer exige um tratamento através da quimioterapia e radioterapia, onde a criança tem que se retirar de casa para ir até esses locais. Muitas pessoas até querem ajudar essas crianças sendo voluntárias nos hospitais, mas não tem tempo para isso. A nossa ideia é fazer a integração desses dois. A pessoa não vai precisar sair de casa para motivar a criança em tratamento, pois vai poder fazer através do seu computador e vai ajudar do mesmo jeito”, pondera.

O estudante de Mecatrônica Industrial pelo Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Gabriel Thomaz, 18, explica que o projeto trabalha em parceria com psicólogos. “Após o voluntário ler a história infantil, o áudio é enviado para o profissional que vai avaliar se não tem nenhuma palavra nociva à infância da criança. No site, o psicólogo pode aceitar a história ou não. Feito isso, os pais da criança é quem vão avaliar se a criança vai ou não ouvir a historinha”, acrescentou Thomaz.

Gabriela explica que a outra parte do projeto tem a ideia de ter um monitor em cada leito das crianças em tratamento para que elas possam ouvir as historinhas. “Esse dispositivo vai ser controlado pelo nosso protótipo, através de um sistema de RFID. A criança vai ter um cartão com um chip onde ela vai poder ter acesso às histórias e escolher qual vai ouvir”, explica Gabriela.

A terceira autora do projeto, a estudante de Engenharia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Adria Alburquerque acrescenta que no Booklook as pessoas poderão enviar suas próprias histórias. “Para que as crianças não fiquem somente ouvindo as mesmas histórias como ‘Os três porquinhos’, e assim conheçam outras narrativas”, disse. “Vale ressaltar que todas as histórias terão finais felizes. Em ‘A chapeuzinho vermelho’, por exemplo, não acontecerá nada de ruim com ela”, pondera.

A Febrace

Gabriela explica que o trio foi credenciado para participar da Febrace por meio da Feira de Ciências da Amazônia (FCA). Os estudantes estimam que devam gastar em torno de R$ 5.300 com passagens, hospedagem e alimentação. "Acreditamos no potencial e na relevância social que o nosso projeto tem, por isso não podemos perder umas das melhores chances do mundo nos conhecer, e assim ajudar na luta contra o câncer infantil”, disse.

O trio fez uma Vakinha virtual. Quem puder ajudá-los pode entrar no site e doar qualquer valor. Assista agora ao vídeo, onde os criadores falam mais sobre o projeto e de como você pode ajudá-los.

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