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Estudantes criam aplicativo ‘C.A.D.A.’ para fomentar uma rede solidária em Manaus

O objetivo é criar uma espécie de “catálogo” de instituições filantrópicas e as suas necessidades, facilitando o contato com possíveis doadores 19/12/2015 às 14:36
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O aplicativo CADA foi desenvolvido por alunos integrantes do projeto BEPiD, da Fucapi, após cinco meses de pesquisas
Marcela Moraes ---

Carinho, amor, dedicação e ajuda. Inspirado nesses valores e  movido pelo sentimento de solidariedade, um grupo de cinco estudantes das áreas de Design, Engenharias e Ciência da Computação da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica  (Fucapi) desenvolveu o aplicativo chamado “Cada” - sigla formada pelas quatro palavras.

O objetivo é criar uma espécie de “catálogo” de instituições e necessidades, facilitando o contato com os doadores, além de ajudar as instituições filantrópicas e orfanatos a gerirem recursos  e possibilitar aos doadores acompanhar as ações.

A previsão é o que App entre em funcionamento em janeiro. Os estudantes fazem parte do projeto BEPiD (Brazilian Education Program for IOS Development), da Fucapi.

De acordo com o professor Antonio Carvalho, um dos orientadores do projeto, foram cinco meses de pesquisas, que incluíram visitas a algumas instituições,  até chegar ao desenvolvimento e conclusão do aplicativo.

“Na instrução, nós, orientadores, deixamos todos os alunos trabalharem com muita liberdade. Instigamos eles, com o intuito de despertar a curiosidade e a criatividade dos alunos. O ideal é que eles sejam independentes”, explicou.

O professor ressaltou a importância dos alunos utilizarem a tecnologia para ajudar o próximo. “Esses alunos usaram todo o conhecimento a favor das pessoas mais necessitadas. Eu acho uma atitude muito bonita, é uma maneira de ajudar a sociedade a evoluir, distribuindo amor e carinho, com pequenos atos, assim já estão fazendo a diferença”, disse.

Iniciativa

Segundo Rodrigo Silva, 21, aluno do curso de Engenharia da Computação na Fucapi, a ideia de criar o aplicativo partiu de conversa entre os amigos do projeto BEPiD, “Costumamos fazer doações para abrigos, então surgiu a necessidade de fazer doações em pequenas quantidades, por exemplo, se uma instituição precisa de três latas de leite e eu posso doar uma, como eu poderia fazer isso? Assim nós pensamos em usar a tecnologia para divulgar as necessidades de entidades filantrópicas, divulgar  notícias do abrigo, publicar onde estão localizados pontos de coletas e informações sobre o que doar ou quando doar. Assim surgiu a ideia do aplicativo”, lembrou.Rodrigo afirma que a meta é cadastrar todas as instituições da capital e, a médio prazo, expandir para as instituições de todo o Amazonas.  A longo prazo, os planos são de incluir outras regiões brasileiras.

Desenvolvido para a web e smartphones

O aplicativo foi desenvolvido para smartphones e web. O sistema desenvolvido para a web é direcionado para as instituições filantrópicas e orfanatos, onde elas terão que efetuar um cadastro no site do ‘Cada’.

Após passar por uma avaliação dos desenvolvedores, a instituição é aceita e poderá informar no site quais os produtos que a está com mais carência. Já o sistema desenvolvido para o celular ainda está passando por alguns ajustes e alterações, pois a equipe quer tornar possível o uso para doações não somente de produtos, mas também de dinheiro.

A forma de doação em dinheiro será feita por  cartão de crédito, por meio do sistema PayPal (serviço de pagamento online). Nos celulares também é necessário fazer um cadastro,  mas o usuário poderá entrar com a conta do Facebook.

Sigla

“C.A.D.A”, nome dado ao aplicativo, é a sigla de carinho, amor, dedicação e ajuda. O objetivo do aplicativo é ajudar as instituições filantrópicas e orfanatos a receberem doações e também informar os doadores para que eles possam acompanhar a real necessidade de cada uma.

Blog, Lorena Figueiredo Acadêmica da Fucapi

“Somos  mais felizes fazendo parte deste projeto,   porque descobrimos que fazer o bem para outras pessoas nos torna pessoas bem melhores. Participando deste projeto eu pude conhecer a realidade dessas instituições e isso foi um impulso maior ainda para levar a ideia adiante. Vivemos no mundo da tecnologia e, juntos, encontramos uma maneira de ajudar ao próximo. O nosso grupo é formado por pessoas que têm os mesmos objetivos, por isso abrimos mão de nossas horas de lazer e todo o tempo que tínhamos livre, procurávamos nos reunir para melhorar e dar seguimento ao projeto”.

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