Domingo, 21 de Julho de 2019
MEDIDA

Estudantes e professores aderem paralisação e bloqueiam entrada da Ufam

Protesto é contra a proposta da reforma da Previdência. No setor sul da Ufam, que concentra as áreas biológicas, atividades estão sendo realizadas, mas estudantes devem ir andando até o local



bozo_0AD2D6D7-9987-4A37-9F7C-80DE9A7F0CF6.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
14/06/2019 às 09:14

Em adesão à greve geral, estudantes, professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fecharam, por volta das 7h, a entrada do campus da universidade na manhã desta sexta-feira (14) em protesto à proposta de reforma da Previdência.

No setor norte do campus, quase todos os professores de institutos e faculdades aderiram ao ato. Todavia, no setor sul, que concentra as áreas biológicas, atividades estão sendo realizadas. Com o bloqueio na entrada do campus, estudantes e técnicos administrativos que não aderiram à paralisação estão caminhando até as unidades localizadas no setor sul.

Na avaliação do membro do Comando de Mobilização dos Professores, Jacob Paiva, a reforma não atende aos direitos da classe trabalhista. Para ele, as mudanças na regras de previdência penalizam os mais pobres, sobretudo, as mulheres, pela proposta, que terão o acréscimo no tempo de contribuição.  

“É uma reforma para retirar direitos, não ampliar. A manutenção do orçamento das universidades e institutos federais também está na pauta e a manutenção da possibilidade de expressão, manifestação e a democracia no nosso País. O governo tem atacado as nossas possibilidades”, disse Paiva, professor da Faculdade de Letras.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Ana Grijó, defende a continuidade do atual modelo de previdência social. “É uma proposta que respeita direitos sociais assegurados. Ela não é ruim. Pedimos novas mudanças no texto original do projeto, sobretudo, beneficiem os trabalhadores”, disse a técnica administrativa.

A estudante do curso de história da Ufam, Yanka Monteiro, de 18 anos, discorda do acréscimo do tempo de contribuição e a exigência de 40 anos para o direito à aposentadoria integral. “Praticamente estão tirando a nossa aposentadoria. Os professores são a base da nossa sociedade. Eles que formam todos os profissionais. É direito deles serem representados, bem tratados e ter um salário justo. O que eles recebem é mixaria. O deputado recebe muito mais que o professor”, defende.

Juventude

Em um carro de som, Jacob Paiva fez um apelo à juventude e aos universitários. “Se não abraçar a luta, a juventude vai entender que o futuro e as universidades não existirão. Ainda como estudantes, eles têm que aderir à luta dos trabalhadores. Não podemos ficar em cima do muro e achar que não estamos sendo atacados por essas políticas”, pondera.

O estudante de Geografia da Ufam e de Agronomia do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Luiz Santos, de 19 anos, defende a participação dos universitários em paralisações em defesa dos trabalhadores e do ensino no País. Para ele, o ensino médio já vem sendo prejudicado com o desprestígio na formação e no ensino das disciplinas de Sociologia e Filosofia.

Saiba Mais

O relatório da reforma da Previdência, apresentado na quinta-feira (13) na comissão especial da Câmara dos Deputados, começará a ser debatido na próxima terça-feira (18). A data de votação na comissão ainda não está definida.

Entre as mudanças presentes no relatório consta a proposta de idade mínima de 57 anos para professores e 60 anos para educadores, com definição de novos critérios por lei complementar. Regra vale para professores do ensino infantil, fundamental e médio.

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