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Estudantes realizam passeata no Centro contra aumento de tarifa em Manaus

Diversos movimentos estudantis contrários ao aumento da tarifa participaram do protesto levantando bandeiras e exibindo cartazes 23/01/2015 às 18:15
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Protesto contra o aumento da tarifa do transporte público no Largo de São Sebastião
OSWALDO NETO ---

Debaixo de chuva, cerca de 80 estudantes realizaram uma passeata na tarde desta sexta-feira (23) contra o reajuste de R$ 0,25 na tarifa de ônibus da capital, que passou a custar R$ 3,00 desde domingo (18). O ato público se concentrou ao lado do Teatro Amazonas, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro.

Diversos movimentos estudantis contrários ao aumento da tarifa participaram do protesto levantando bandeiras e exibindo cartazes. No local, faixas com inscrições "Não ao aumento da tarifa" e "Tarifa Zero" cobram da Prefeitura um diálogo com a população, conforme explicou o líder da União da Juventude Socialista do Amazonas (UJS) e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes no Amazonas (UNE), Yann Evanovick. 

"Estamos protestando contra todos os reajustes do país, porém algumas cidades compensaram dando passe-livre para estudantes e trabalhadores, só que em Manaus nada foi feito. Foram dois reajustes em três anos. O questionamento não deve ser se é justo ou não, mas sim se é justo pela qualidade de vida que temos", explicou.

Ainda segundo Yann, o objetivo é que a passeata seguisse para o Palácio Rio Branco ou para a Praça da Matriz. Segundo ele, a chuva atrapalhou que a concentração de público fosse maior. “Nós não gostaríamos de estar na chuva, mas é difícil mobilizar a população quando as escolas estão de férias e quando chove. Parece até que a Prefeitura escolhe esse período para realizar o aumento”, argumentou Yann.

Reunião no MPE

De acordo com o presidente da UJS, uma reunião com o Procurador-Geral do MPE-AM, Fábio Monteiro, está marcada para a segunda-feira (26) na sede do órgão. “A ideia é que o MPE, junto conosco, possa entrar com ação no Tribunal de Justiça para suspender imediatamente o reajuste da tarifa até que seja estabelecido diálogo com a Câmara e com a sociedade”.

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