Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Manaus

Estudantes realizam pesquisa em igarapés e comprovam que peixe pode combater a dengue

Alunos do Colégio Martha Falcão comprovaram que peixes da espécie Lebiste Selvagem se alimentam de larvas, das quais são depositadas pelo mosquito da dengue nas águas da cidade


14/04/2015 às 13:54

Uma simples ação da cadeia alimentar natural pode ajudar no combate à dengue. Esse é o resultado da pesquisa de campo dos alunos do Colégio Martha Falcão com peixes da espécie Lebiste Selvagem (Poecilia reticulata), muito comum nos igarapés da área urbana de Manaus, cujo principal alimento do seu cardápio é a larva depositada pelo mosquito da dengue na água.

O estudo dos alunos, integrantes do Clube do Futuro Professora Marta Falcão, teve início há dois anos como mais um trabalho escolar desenvolvido no próprio bosque do colégio, em Adrianópolis, para exposição na Feira Científica e Cultural tradicionalmente realizada anualmente na escola.

Semana passada eles saíram do ambiente escolar para um trabalho de campo no Igarapé da Cachoeirinha, no Beco Codajás, bairro da Cachoeirinha, onde capturaram diversos exemplares do Lebiste Selvagem. Os peixinhos, com dois a três centímetros de tamanho, são muito resistentes e conseguem sobreviver nas poluídas águas dos igarapés da cidade e podem contribuir para a redução dos casos da dengue.

No trabalho realizado no Igarapé da Cachoeirinha, os alunos do Martha Falcão constataram que no local não existe infestação de mosquito devido à ação do Lebiste Selvagem, o que comprova a eficiência do processo no controle do aedes aegypti.

Os peixes capturados foram colocados em aquários para dar início a uma segunda etapa da pesquisa, onde os estudantes utilizam garrafas Pets como armadilhas para que os mosquitos possam depositar suas larvas e elas serem devoradas pelos Lebistes Selvagens.

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A pesquisa dos alunos é acompanhada pela professora Lúcia Barbosa. Segundo ela, o objetivo do trabalho é mostrar que essa também é mais uma forma de controlar a dengue. “O projeto visa incentivar a pesquisa, a construção do conhecimento e a interação do ser humano com o meio ambiente, proporcionando aos alunos momentos de vivência de observações científicas”.

Sintomas e como evitar doença

A dengue é uma doença febril aguda, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, especialmente pelo Aedes aegypti, por esta razão é chamada de arbovirose. Na dengue, são conhecidos quatro variedades de vírus – chamados den1, den2, den3, e den4. Três tipos já foram registrados no Brasil, sendo que quem pega um tipo não está protegido contra o outro.

A dengue não é transmitida por pessoas, objetos ou outros animais, sendo a picada do mosquito a única forma de transmissão da doença. Considera-se suspeito todo paciente que apresentar quadro febril agudo com duração máxima de 10 dias e pelo menos 2 dos seguintes sintomas: dor-de-cabeça, dor retro-orbitária, dores musculares, dores articulares, cansaço e em alguns casos vômitos e diarréia.

O tratamento da dengue tanto na sua forma clássica como na hemorrágica é realizado com ingestão abundante de líquidos e repouso. Nos pacientes que exigem internação, além da hidratação, adota-se medidas de suporte.

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