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Manaus
Encontro científico de mulheres

Estudantes se encantam com ciência produzida no Amazonas

Grupo formado por mais de 100 alunas de todo o Brasil passou a semana conhecendo como funciona a pesquisa no Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas 09/03/2013 às 12:43
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Primeiro Encontro de Estudantes Interestaduais com interesse científico realizado no Inpa
Ana Celia Ossame Manaus

As mais de 100 estudantes brasileiras selecionadas do programa “ScienceCamp – Elas na Ciência”, encerraram nessa sexta-feira(08), no Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa), a participação naquela que foi uma grande experiência para a vida e será uma inspiração na hora de pensar na carreira profissional. Planejado para encerrar no Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 8, o programa deu  às meninas a oportunidade de conhecer pesquisas e trabalhos desenvolvidos no órgão, o que deixou estudantes como Laís Kennerly Herrera, 17, de escola pública de São Paulo, entusiasmada. “Foi uma imersão no mundo da ciência que nos deixou encantadas”, afirmou a jovem estudante.

Fruto de uma parceria entre o Inpa e Embaixada Americana, a atividade tem o objetivo de estimular o conhecimento delas, que estão nas várias séries do ensino médio, e estimular a entrada nas diversas áreas de pesquisas. A primeira atividade foi em Brasília, onde as estudantes, com idade entre 14 e 17 anos, conheceram dirigentes e pesquisadores de órgãos como Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), de ministérios de Ciência e Tecnologia (MCT), Educação (MEC). Na quinta-feira participaram de uma excursão em barco-escola, onde foram apresentadas oficinas relacionadas à biota aquática. Elas conheceram os vários laboratórios do Inpa e a Reserva Ducke.

Estudante do Ceará, onde cursa o 3º ano do ensino médio, Eulália Mendes de Oliveira, 16, disse ter aprendido muitas coisas. Surpresa com o tamanho do instituto e feliz pelas importantes pesquisas realizadas ali, ela disse que atividades como essa do “ScienceCamp” devem ser replicadas. Luana da Cunha, 14, aluna do primeiro ano, ficou encantada em poder conhecer a natureza, pois isso não acontece onde mora, em Tocantins. Fazer passeio de barco, entrar na reserva Ducke foi excepcional, segundo ela, que também gostou de ter feito novas amizades com estudantes de outros estados. “Foi uma experiência muito importante para as nossas vidas”, destacou.

Planejado para encerrar no Dia Internacional da Mulher, segundo a coordenadora do evento e pesquisadora do Inpa, Denise Gutierrez, a proposta é mostrar como e onde a pesquisa se desenvolve e assim estimular a entrada delas nas mais diversas atividades. As garotas puderam não só contemplar a natureza, mas também ouviram pesquisadores, que têm enormes conhecimentos, disse Denise, explicando que a iniciativa deverá ser repetida, dada a necessidade de se reduzir a desigualdade numérica entre homens e mulheres no campo da ciência, hoje ainda muito masculina.

Durante o passeio pelo rio Negro, a pesquisadora Rita Mesquita discursou sobre a importância da preservação, que chega hoje a 53%, enquanto outra pesquisadora, Maria do Socorro, explicou às jovens como ocorre o encontro dos rios Negro e Solimões, e ainda a diferença sobre as águas existentes na Bacia Amazônica.

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