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Manaus
‘Buracões’ nas ruas

Estudo investiga aparecimento de ‘voçorocas’ no bairro São José, Zona Leste de Manaus

A pesquisa, realizada por alunos da Escola Estadual Dr. Isaac Sverner, com apoio da Fapeam, vai identificar e mapear incisões erosivas de alto grau, os “buracões”, pelas ruas do bairro 16/08/2016 às 21:20
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A identificação das “voçorocas” será realizada com ajuda do software chamado “Google Wolf” (Divulgação)
acritica.com

Projeto aprovado no Programa Ciência na Escola (PCE), fomentado pelo Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pretende identificar incisões erosivas do tipo voçoroca no bairro São José Operário, na Zona Leste de Manaus. O projeto será realizado por alunos da Escola Estadual Doutor Isaac Sverner, localizada nesta mesma zona.

Segundo a coordenadora do projeto, a professora e mestre em Geografia, Anne Carolina Marinho Dirane, o trabalho consiste na identificação e mapeamento das incisões erosivas, as chamadas “voçorocas”, que são consideradas erosões de grau mais alto. Entre os comunitários, esse fenômeno é conhecido popularmente como “buracões”. “Nosso foco é identificar se no nosso bairro ocorre esse tipo de erosão e, a partir daí, mapear as localizações. Sabemos que a erosão é um processo natural, que é bastante intensificado pela ação humana. O bairro São José começou como uma ocupação irregular e, geralmente, ocupações irregulares favorecem esse tipo de erosão”, explicou a professora.

A identificação das áreas com “voçorocas” será realizada com a ajuda do software chamado “Google Wolf”. A tecnologia realizará uma varredura por toda a extensão do bairro e irá apresentar ao grupo de pesquisa as áreas propensas ao processo erosivo. “À medida que encontrarmos áreas propícias ao ‘voçorocamento’, vamos coletar o ponto e usar um programa chamado ‘ArcGIS’ para buscar a localização. Assim que tivermos certeza que há um ponto de ‘voçoroca’, vamos mapear e mensurar o tamanho da erosão”, explicou a coordenadora.

Para a professora, a pesquisa realizada no âmbito escolar contribui para a inserção dos alunos no universo científico e também colabora com a ampliação da consciência ambiental da classe estudantil e dos moradores do bairro. “Além de mostrar pros alunos como ocorre e quais os estágios do ‘voçorocamento’, vamos fortalecer uma consciência ambiental e destacar que nossas ações podem intensificar as erosões e, futuramente, queremos apresentar os resultados também para a comunidade e poder público”, conta Anne.

A estudante do 1º ano do Ensino Médio, Letícia Feliz, 16, participa pela primeira vez de um projeto de pesquisa. Para a bolsista do PCE, o aprendizado tem sido útil dentro e fora da sala de aula. “Está sendo bom porque antes eu passava por essas áreas e as percebia com o senso comum. Atualmente, tenho uma visão diferenciada sobre o ‘voçorocamento’. Estamos aprimorando nossos conhecimentos nessa área”, conta a aluna.

*Com informações da assessoria de imprensa

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