Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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JUSTIÇA

‘Eu imploro que não deixem ele livre’, diz familiar de tia e sobrinho assassinados

Durante apresentação de Ângelo Ricardo da Silva, apontado como o autor do duplo homicídio de Alexsandro Matheus, 31, e Arlete Almeida, 70, a família pediu justiça


17/12/2018 às 13:37

A família do vendedor Alexsandro Matheus Araújo de Lima, 31, e da tia dele Arlete Almeida, 70, encontrados mortos brutalmente no último dia 4 de dezembro, em Manaus, implorou na manhã desta segunda-feira (17) que o preso Ângelo Ricardo da Silva Leocadio Júnior, 18, seja condenado como o autor do crime ocorrido no conjunto Hiléia. Após confessar a autoria do duplo homicídio, o rapaz foi apresentado pela Polícia Civil na sede da Delegacia Geral.

A irmã do vendedor e a sobrinha da idosa, Rejane Araújo Pinto, pediu durante apresentação de Ângelo que o acusado "pague" pelo que fez à sua família. "Ficamos mais em paz com a prisão dele. Sabemos que o meu irmão e minha tia não vão mais voltar, mas a Justiça dos homens deve ser feita. Eu imploro que não deixem ele (Ângelo) livre. Que ele pague por tudo que fez, porque matou uma idosa, de 70 anos, que não fazia mal para ninguém", disse a mulher.

Mesmo com Ângelo alegando que a recusa de sexo teria provocado uma briga com o vendedor e gerado uma luta corporal entre eles, a irmã acredita que o crime trata-se de um latrocínio, e defende o irmão. "Se ele queria roubar, que roubasse, e levasse tudo do meu irmão, mas o deixasse vivo. Não tem nada a ver tirar a vida de seres humanos por conta disso. Não temos o que falar, porque é o que ele (Ângelo) vai falar. Eles não estão aqui para se defender. Eu sei onde minha tia se encontra e Deus vai fazer Justiça, junto com a Justiça da terra", enfatizou a mulher.

Rejane também afirmou que Alexsandro não costumava levar pessoas para encontros em sua casa. "Não levava as pessoas para a casa. Às vezes as pessoas falam muito. O meu irmão, como falei, teve uma educação muito boa. Se formou, porque a minha tia concedeu isso para ele. Ele respeitava a minha tia e jamais iria colocar uma pessoa que fosse fazer mal para ela dentro de casa. Eu nunca tinha visto o Ângelo na minha vida, nem os amigos do Alexsandro. Ninguém conhecia ele", ressaltou a mulher.

Questionada se Alexsandro costumava compartilhar os relacionamentos dele com a família, a irmã respondeu positivamente. "Teve uma época que o Alessandro ficou com uma pessoa muito tempo, e nos contou. Foram só duas pessoas que ele nos apresentou. Mas essa pessoa (Ângelo) a gente nunca viu", disse.

A familiar das vítimas também agradeceu à Deus e a polícia por Ângelo ter sido preso. "Eu quero agradecer a todo mundo que compartilhou a foto dele. A minha tia era da igreja e todo mundo a amava. Ninguém tinha o que falar dos dois. Meu irmão podia ser homossexual, mas ele tinha educação. Não existia motivos para esse crime", finalizou a mulher.

*Colaboração Amanda Guimarães e Joana Queiroz

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