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'Eu trabalho e trabalho muito' diz nova secretária extraordinária da AADES ao assumir cargo

Em entrevista ao A CRÍTICA, Ana Paula Machado Andrade de Aguiar mostrou disposição para administrar não apenas os projetos sociais hoje na pasta, mas também os projetos que estão em processo de migração das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público 07/06/2015 às 17:53
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A presidente contou que irá continuar tudo o que já estava sendo executado.
Janaína Andrade Manaus (AM)

A presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES), Ana Paula Machado Andrade de Aguiar, nomeada secretária extraordinária no lugar de Michele Garcia, exonerada pelo governador José Melo (Pros), declarou que ao contrário do que julga a opinião pública, se considera habilitada para o cargo e que continuará “trabalhando, e muito”.

Em entrevista ao A CRÍTICA, a secretária extraordinária da AADES mostrou disposição para administrar não apenas os projetos sociais hoje sob a responsabilidade da pasta – 13 no total – mas também os projetos que estão em processo de migração das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Quais são seus planos como secretária extraordinária? Alguma missão específica?

A missão específica no meu caso como secretária extraordinária será presidir a AADES, trabalho este que eu já desenvolvo desde 2011, e com a reforma administrativa do governo, o governador extinguiu o cargo de presidente da AADES, que equivale a secretário, e colocou o cargo de secretário extraordinário como presidente, são dois cargos em um, na verdade. Eu vou continuar fazendo tudo que vinha executando. Vamos continuar com a missão de casa que é de executar os projetos e iremos expandir para a capacitação de pessoas e captação de recursos.

A senhora irá trabalhar em parceria com o secretário de relações institucionais, Francisco Cruz?

Sim, pois o dr. Francisco Cruz é o secretário que cuida das relações institucionais, então, quando a gente elabora o projeto para ir a Brasília,  ou mesmo para oferecer as empresas do Distrito Industrial, você precisa apresentar. Então nós (AADES) seremos a parte técnica, de elaboração dos projetos, e ele (Francisco Cruz) deverá desenvolver essa parte institucional, de ir até o governo federal, articular junto aos ministérios. E essas articulações não serão apenas para secretaria dos Estado, mas também os municípios do interior, que hoje são bastante carentes na captação de recursos para projetos.

O governador lhe pediu para focar em algo específico? Que orientações recebeu do governo?

Além da elaboração e execução de projetos, temos sob nossa responsabilidade agora a captação de recursos junto ao governo federal, então, principalmente neste momento de crise econômica que o País todo está passando, não só buscar recursos junto ao governo federal, como junto à iniciativa privada e trazer esses recursos em forma de projetos, por que a AADES não trabalha com a atividade fim das secretarias e sim otimiza as atividades por meio de projetos que têm início, meio e fim.

A senhora se considera habilitada para o cargo?

Sim. Se você pegar o meu histórico vai ver que trabalhei quatro anos como concursada do TRT, onde era analista e sou Procuradora concursada da CMM desde 2004. Então passei primeiro quatro anos na parte trabalhista e quando fui para a Procuradoria da CMM fui chefe, fui subprocuradora geral da CMM, e trabalhando justamente na área de licitação, contratos, então eu conheci o lado estatutário, conheci o lado do pessoal celetista e tive bastante aprendizagem nesta área de licitação de contratos, a minha especialização é em direito público, então acho que se tinha que unir vários requisitos pois a Agência é um mix público e privado essas experiência tanto no TRT, quanto na CMM, realmente, me fortaleceram nessa parte técnica. Eu não posso fazer uma autopropaganda, mas acredito que eu esteja habilitada.

Não lhe causa incômodo assumir um posto sem atividade definida e com a imagem (da figura de secretário extraordinário) desgastada pela opinião pública?

Quem conhece o meu trabalho sabe o que é desenvolvido. E com relação ao público pretendo mostrar através dos projetos os seus desenvolvimentos junto aos seus beneficiários. Eu estou secretária extraordinária porque sou presidente da AADES e será o mesmo trabalho. A missão da AADES é uma missão diferente. O meu papel é desmistificar esse cargo. Como? Executando projetos. Eu trabalho e trabalho muito.

Alguns extraordinários receberam atividades específicas para desempenhar. A senhora também?

Temos várias reuniões com o governador José Melo e nos foi pedido atenção com os projetos direcionados aos municípios do interior, que é da cadeia produtiva e que são da Sepror, da ADAF e os projetos da Sejel, desenvolvidos nos centros de convivência. Ele (José Melo) tem um carinho muito especial pelo interior e pelos projetos da Sejel, pois são estes projetos que resgatam centenas de crianças e adolescentes das ruas.

Porque migrar os projetos das Oscip’s para a AADES?

Antes, a maioria destes projetos eram executados por Oscip’s e agora quando ele (José Nelo) traz para ser executado por uma Agência criada pelo próprio governo se economiza em torno de 10% a 15% de taxa de administração.

Uma das Oscip que mais contratou para o Governo foi a ‘Dignidade para Todos’ – Prosam e que hoje está sendo investigada pelo MP por improbidade. Esse foi o motivo do governo retirar os contratos dessas organizações?

A gente não pode generalizar, tem Oscip que trabalham de forma correta e como todo ramo de atividade há as que realmente trabalhavam de forma indevida.


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