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Evento que pede impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniu 160 pessoas em Manaus

Vestidos com as cores da bandeira brasileira,  manifestantes chegaram a dizer que são os novos caras pintadas 16/11/2014 às 17:08
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Aproximadamente 160 pessoas participaram do evento no Centro de Manaus na tarde desta sábado (15)
luciano falbo ---

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De manifestantes fumando charuto com chapéus no estilo Panamá a jovens skinheads, o protesto pelo impeachment da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), reuniu aproximadamente 160 pessoas no Centro de Manaus na tarde desta sábado (15). Vestidos com as cores da bandeira brasileira,  manifestantes chegaram a dizer que são os novos caras pintadas.

O pastor evangélico Afrânio de Araújo, 60, afirmou a pauta do movimento tem três fundamentos principais: "a irregularidade do PT se submeter ao Foro de São Paulo, o escândalo do 'Petrolão' e o déficit público". "O impeachment não se dará aqui. Esse é um movimento publico que vai lutar para que o Congresso Nacional, que nos representa, escute as manifestações em todo o País e abra o processo", disse, o líder religioso, ao discursar.

De acordo o empresário Jhonyelson Pimentel, 41, o protesto é para "defender a Constituição". No seu discurso, ele disse que o golpe militar de 64 foi um movimento para evitar um golpe comunista. "O Governo Federal não pode financiar uma ditadura comunista, isso é uma ilegalidade. O governo está subjugado ao Foro de São Paulo, que é uma entidade internacional que tem por objetivo instalar o bolivarianismo no Brasil", afirmou. "A Constuicao preve que nenhum partido pode receber de instituição estrangeira e nem tão pouco ser subordinada. O PT violou isso, cabe punição perante a lei e uma delas é o impeachment e até o fechamento do PT", completou.

Estudante direito, Júlio Lins, 17, disse que não é "manifestante profissional", mas que está indignado com as notícias diárias de corrupção no governo. "Há uma evidência clara de estelionato eleitoral. A máquina pública foi usada em prol da eleição", afirmou. Ao discursar, o jovem disse que está orgulhoso porque o Congresso está cada vez mais representado a população e deu um exemplo ao vetar a regulamentação dos conselhos populares. "O MST não me representa!", gritou.

Os manifestantes disseram não possuir ligações partidárias. Afirmaram que o PT está incitando a luta de classes. Alguns grupos sugeriram que houve fraude eleitoral, mas diferentemente do protesto do dia 1º o assunto não foi tratado como pauta principal. 

Mais de três vezes, os militantes agradeceram o "empenho da Polícia Militar (que acompanhava de longe o protesto) em resguardar os manifestantes e manter a ordem do movimento pacífico".  

ASSISTA AQUI O VÍDEO DA MANIFESTAÇÃO

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