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Manaus
HOTELARIA

Eventos esportivos prometem aquecer o setor hoteleiro em Manaus

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AM), o Estado possui 6 mil unidades habitacionais, o que significam 14 mil leitos 19/06/2016 às 05:30
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Para o gerente do Hotel Intercity, Alêo Almeida, eventos esportivos ajudam hotelaria local a superar as dificuldades (Winnetou Almeida)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Manaus tem sido palco de eventos esportivos mesmo após a Copa do Mundo, com isso, o ‘legado’ deixado por este grande acontecimento no país tenta colher os frutos com o turismo esportivo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-AM), o Estado possui 6 mil unidades habitacionais, o que significam 14 mil leitos. O setor registra uma taxa de ocupação média de 35%. “Para ser razoável precisaríamos de pelo 50%. Faz tempo que não temos isso”, disse o presidente da ABIH-AM, Roberto Bulbol, Bulbol, pontuando que a crise intimidou o turismo interno e reduziu a oferta de voos para a região.

De acordo com a última pesquisa (abril/2016) do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), as regiões Norte e Nordeste registraram quedas acentuadas na taxa de ocupação, em torno de -5,6% e -6,7%, enquanto no Centro-Oeste o índice apresentou crescimento de 4,4% com relação ao mesmo período do ano passado.

O secretário de Esporte e Lazer, Fabrício Lima, diz que os campeonatos que ocorrem na capital amazonense é uma oportunidade de movimentar a economia em geral. “No último fim de semana mais de 700 pessoas vieram para Manaus por conta dos jogos esportivos da Liga Feminina Sub-20 e da Liga do Desporto Universitário de Lutas. O que movimenta não só a economia hoteleira, mas a arrecadação de impostos”, afirma.

De acordo com o secretário, aproximadamente 18% da rede hoteleira em Manaus é ocupada com atletas, durante os campeonatos, e a expectativa é que no próximo ano milhares se hospedem na cidade. “Estamos trabalhando na captação de eventos esportivos como uma ferramenta para alavancar a economia. Nossa intenção é que, no ano de 2017, Manaus possa sediar os Jogos Brasileiros Universitários trazendo mais de cinco mil pessoas”, disse Lima.

Com a crise econômica que afetou o País, o setor de serviços hoteleiro que engloba a hospedagem das comitivas esportivas teve um aumento nos lucros. “Os eventos esportivos contribuíram para aumentar significativamente o setor local, o hotel teve um acréscimo em torno de 25%, o que está ajudando a superar esse momento de crise.”, explica o gerente geral do Hotel Intercity, Alêo Almeida.

A aproximação dos jogos olímpicos é a aposta do gerente. “Já possuímos reservas de repórteres do Japão e dos Estados Unidos que vem para a cidade cobrir os jogos. A perspectiva é que haja um aquecimento ainda maior”, conta Almeida.

Incentivo

Em abril, A 160ª reunião do Conselho de Política Fazendária (Confaz), realizada em Manaus, aprovou a isenção do ICMS nas saídas internas de energia elétrica destinadas à rede hoteleira, setor que ficou prejudicado com os baixos índices de ocupação após a Copa do Mundo de 2014. O pleito foi feito pelos empresários do setor ao governador José Melo.

Hospedagem alternativa é concorrente

Mais de 200 anúncios são oferecidos no entorno da Arena da Amazônia por meio de um site/aplicativo de aluguel de quartos e imóveis por temporada.

A paulistana, amante de futebol, Sheila Fávero, planeja conhecer a Arena da Amazônia durante os jogos olímpicos e conta que opta por hospedagem alternativa durante suas viagens. “Eu prefiro albergues por ser mais barato, ter a chance de conviver com pessoas do mundo todo, fazer novas amizades e ter mais liberdade de ir e vir”, elenca.

Uma preocupação com relação a esse tipo de hospedagem sempre é a segurança. “Já me hospedei em albergues antes e nunca tive problemas com a segurança, mas é sempre bom ficar atento aos nossos pertences. Os quartos coletivos têm armários com cadeados e os individuais, geralmente, possuem cofre”, completa Fávero.

Iniciativas como aluguéis por temporada e Airbnb preocupam o setor hoteleiro tradicional que reclamou à Embratur no ano passando, pedindo para taxar esse tipo de hospedagem alternativa.

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