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Ex-camelôs reclamam de prejuízo em vendas nas galerias populares do Centro de Manaus

De acordo com os permissionários, além da crise financeira, a concorrência com os demais vendedores ambulantes que continuam atuando nas ruas do Centro afasta os clientes 28/12/2015 às 12:46
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O permissionário Aldemir Calixto, 50, que trabalha na Galeria Espírito Santo, reclama dos vendedores ambulantes que continuam atuando ilegalmente nas ruas do Centro de Manaus
Luana Carvalho Manaus (AM)

“A concorrência é desleal”. É o que dizem os permissionários das galerias populares do Centro de Manaus sobre os vendedores “ambulantes irregulares”, que, sem as bancas, vendem os produtos em pequenos expositores, principalmente na avenida Eduardo Ribeiro, uma das vias comerciais mais movimentadas da cidade.

O movimento foi fraco neste fim de ano, segundo os comerciantes. Ontem, na galeria Espírito Santo, localizada na rua 24 de Maio, o comerciante Aldemir Calixto Soares, 32, lamentava. Segundo ele, além da crise financeira, a concorrência com os demais vendedores ambulantes que continuam atuando nas ruas do Centro afasta os clientes.

“Esse final de ano foi péssimo. A maioria nem está abrindo nos finais de semana porque não tem movimento. Nos tiraram das ruas, mas ainda existem muitos ‘vendedores de mão’ que pegam os produtos e vão para as ruas vender”, comenta.

Aldemir vende de tudo um pouco: controles para televisão, fones de ouvido, relógios e demais produtos eletroeletrônicos. Antes de ir para a galeria, ele conta que faturava, em um mês de trabalho, aproximadamente R$ 5 mil. “Trabalho há mais de 30 anos com isso e de um ano pra cá meu faturamento caiu mais da metade”, reclama.

Assim como ele, Isabel Martins, 50, vendedora de lingeries, também reclama da concorrência desleal.  Para além, além do investimento em publicidade para atrair os consumidores, também deveria existir mais fiscalização.  “A crise  afetou todo mundo, mas com os outros ambulantes vendendo descaradamente nas ruas fica pior ainda pra gente. Não tem nenhuma fiscalização. E quando tem, eles não fazem nada”.

Denúncia

Na última quinta-feira, A CRÍTICA denunciou que o comércio ilegal continua acontecendo nas ruas do Centro de Manaus. Fiscais da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (SEMPAB), guardas civis metropolitanos e policiais militares ignoram as vendas clandestinas.

Além da venda celulares sem comprovação de origem pela metade do preço, muitos vendedores ambulantes ocupam as calçadas segurando pequenos expositores com todos os tipos de produtos.

Movimento  na ‘feirinha da Eduardo’

Permissionários da Feira de Artesanato da avenida Eduardo Ribeiro, uma das  mais tradicionais de Manaus, também no Centro, afirmam que também sentiram uma baixa no faturamento. O aumento dos preços das materias primas, aliado à crise financeira que o Brasil vem enfrentando, tem afastado os consumidores.

A feirante Marlene Guerra, 57, lamenta que as vendas tenham caído. Segundo ela, neste mesmo período do ano passado, a ‘feirinha’ estava lotada. “É muito triste pois, uma hora dessa (9h), ainda não vendo quase nada. Este é o horário em que os clientes costumavam chegar”.

Segundo ela, o alto preço dos produtos tem afastado os consumidores. “A gente vai no supermercado uma semana e o produto está um preço, daí volta na outra semana e está o dobro”.

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