Sábado, 14 de Dezembro de 2019
para juiz

Desembargador Rafael Romano depõe sobre acusação de estupro contra neta

Romano é acusado de abusar sexualmente da neta de 2009, quando a vítima tinha sete anos idade, até 2016



rafael_romano_11FE6427-C975-4CA1-A081-9F846786B67D.jpg Foto: Arquivo AC
22/11/2019 às 10:40

O desembargador aposentado Rafael Romano chegou ao Fórum Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus, para prestar depoimento ao juiz Ian Andrezzo Dutra, da Vara de Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, na manhã desta sexta-feira (22). Ele é acusado de abusar sexualmente da neta de 2009, quando a vítima tinha sete anos idade, até 2016.

De acordo com o advogado de Romano, José Carlos Cavalcanti Júnior, o acusado preferiu manter sigilo sobre os argumentos de defesa para preservar a integridade da neta.



"É uma questão delicada, que envolve família e uma menor", explicou Júnior. "Ao contrário da mãe, que expôs a filha de todas as formas, ele prefere silenciar e tratar apenas das questões da Justiça".

José Carlos Cavalcanti Júnior, advogado  do juiz Rafael Romano. Foto: Euzivaldo Queiroz

O advogado de acusação Arthur da Costa Ponte afirmou que pretende questionar o acusado a respeito dos motivos da acusação, uma vez que Romano se declarou inocente. "Já que ele refuta o que a vítima diz, qual a explicação que ele nos oferece para alegar isso? É a pergunta que interessa".

Arthur da Costa Pontes, advogado de acusação. Foto: Euzivaldo Queiroz 

A primeira parte do processo consistiu na oitiva das testemunhas de acusação (mãe, tios, professores e demais pessoas que tiveram contato com a vítima na época em que ela teria sofrido os abusos).

Depois foram ouvidas as testemunhas de defesa, com destaque para as pessoas que conviveram com Romano, para esclarecer alguns pontos específicos do processo.

O depoimento de Romano faz parte da última etapa de instrução processual. A partir de agora poderão ser emitidas as alegações finais pelo Ministério Público, assistente auxiliar de acusação e pela defesa, que vão balizar a sentença do juiz. Há possibilidade de recurso. O julgamento deverá ocorrer no primeiro semestre de 2020.

O início

Em fevereiro do ano passado, a mãe da vítima, a advogada Luciana Pires, denunciou Romano ao Ministério Público por supostos abusos sexuais cometidos contra a neta, filha de Luciana, baseando-se em relatos da própria garota.

Em abril de 2018, o MP denunciou Romano por estupro de vulnerável à Justiça Estadual. À época, ele apresentou sua defesa por escrito.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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