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Ex-funcionário diz que furtou R$ 80 mil em 'momento de fraqueza', ao ficar sozinho em cachaçaria

Na noite do último domingo (4), Pedro Marks Brito Filho se apresentou à polícia civil do município de Urucurituba. Ele é acusado de roubar R$ 86 mil reais do restaurante, mas disse que levou R$ 5 mil a menos do montante anunciado 05/01/2015 às 11:21
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Delegada Fabíola Queiroz, do 12° DIP, permitiu que Pedro Marks responda ao processo em liberdade, já que ele se apresentou de forma espontânea
Mariana Lima Manaus (AM)

Após pressão de familiares, Pedro Marks Brito Filho, de 26 anos, ex-coordenador de garçons da Cachaçaria do Dedé do Shopping Ponta Negra, se apresentou na noite de domingo (4) no município amazonense de Urucurituba. O ex-funcionário justificou o furto de aproximadamente R$ 80 mil como "um momento de fraqueza". Pedro responderá ao crime em liberdade.

Em depoimento prestado ainda na noite de domingo, Pedro contou sobre todos os passos dados por ele no dia do crime. Ele relatou que trabalhou normalmente durante todo o dia, mas que se sentiu tentado após fechar o estabecimento e se ver sozinho no local. "Pedro contou que desligou as câmeras de segurança e forçou o cofre. Retirou o dinheiro sem contar o valor e saiu do estabelecimento", revelou a delegada responsável pelo caso, Fabíola Queiroz, titular do 12° Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Ainda em depoimento, Pedro alegou que o valor do furto, pouco mais de R$ 81 mil, só foi descoberto depois que saiu do restaurante. A quantia não corresponde ao dito em depoimento pelo proprietário, André Parente, que alegou sentir falta de R$ 86 mil.

André Parente usou o perfil dele em uma rede social para falar sobre o aparecimento do ex-funcionário. “Pedro acaba de se entregar em Urucurituba, está prestando depoimento para o delegado de plantão, espero realmente que seja feito justiça e que o caso não acabe em mussarela, ou seja, em PIZZA”. A delegada descartou, ainda, a prisão imediata de Pedro, que se entregou de forma espontânea e após o período de flagrante. O ex-funcionário responderá em liberdade.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, Pedro Marks permanece no município de Urucurituba onde já prestou os primeiros esclarecimentos sobre o caso. No sábado, o pai do funcionário da cachaçaria devolveu o valor de R$ 80.930 à polícia de Itacoatiara como parte do dinheiro furtado.

A advogada da Cachaçaria do Dedé, Daniella Dias, disse que os procedimentos de demissão por justa causa de Pedro Marks já estava em andamento. Segundo a advogada, André Parente não quis aproximação com o ex-funcionário e aguarda a devolução do restante do dinheiro.

"O sr. André só quer que esse problema seja logo resolvido porque acabou expondo muito o estabelecimento. Mas ainda há um montante a ser cobrado e isso a gente vai recorrer ou de forma judicial ou extrajudicial", disse Daniella.

Entenda o caso

A Polícia Civil iniciou as investigações do caso suspeitando que o gerente Pedro Marks tivesse sido sequestrado na última quarta-feira (31), depois de sair da Cachaçaria do Dedé, onde trabalhava, por volta de 20h. A história teve repercussão nas redes sociais Facebook e Whatsapp quando uma imagem informando o desaparecimento de Pedro foi divulgada. Familiares contam que ele saiu do local de trabalho, foi para a casa da mãe dele, no Conjunto Eldorado, na Zona Centro-Sul, e ao sair para passar o Réveillon com a mulher não foi mais visto.

Em sua página no Facebook, Dayane Brito, esposa de Pedro, demonstrou muita aflição e cobrou respostas. “Quem quiser me ajuda e me dar apoio, amanhã em frente ao Shopping Ponta Negra, já que a delegacia só pode me atender segunda-feira. Conto com vocês. Que justiça é essa? Meu marido é um homem honesto e creio que ele está vivo em algum lugar precisando de ajuda”, desabafou.

O caso foi registrado e as investigações tiveram início. Ainda na sexta-feira (2), a Delegacia Especializa em Homicidios e Sequestros (DEHS) descartou a possibilidade de o gerente da Cachaçaria do Dedé ter sido sequestrado pois, de acordo com a polícia, Pedro furtou R$ 86 mil dos cofres do restaurante, mas teve ação flagrada por uma camera do circuito interno.

O Shopping Ponta Negra informou, por meio de nota enviada à imprensa, que "além dos registros das câmeras do shopping, que estão disponíveis, a gerência acionou o serviço de informática do empreendimento, que recuperou as imagens das câmeras instaladas dentro da Cachaçaria do Dedé. Por essas imagens, fica claro que não houve a entrada de pessoas estranhas ao estabelecimento e também que não houve sequestro. A ação foi empreendida por funcionário do próprio restaurante".


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