Sábado, 25 de Maio de 2019
OPERAÇÃO

Ex-governador José Melo fica na cadeia por mais cinco dias após ter prisão prorrogada

A decisão foi proferida às 19h de ontem (25). Para a Justiça, a prisão dele é necessária para que não haja o risco de interferência nas investigações



26/12/2017 às 10:35

O ex-governador José Melo (Pros) permanecerá preso por mais cinco dias no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) 2, em Manaus, após ter a prisão temporária prorrogada pela Justiça Federal. A decisão foi proferida pelo juiz federal plantonista Wendelson Pereira Pessoa às 19h desta segunda-feira (25). O fim do prazo da prisão temporária se encerraria hoje.

O ex-governador foi preso temporariamente na última quinta (21), no sítio dele, localizado no ramal do Banco, no Km 26 da rodovia AM-010, no perímetro de Rio Preto da Eva, durante a Operação Estado de Emergência, terceira fase da “Maus Caminhos”. Ele foi acusado de participar de um esquema de propina e desvio de verbas da Saúde do Amazonas.

Na decisão do juiz federal Wendelson Pereira de prorrogar a prisão por mais cinco dias, ele afirma que “a custódia de José Melo [...] é necessária para que não haja, ou seja diminuído, o risco de o mesmo interferir ou atrapalhar os atos da investigação, em virtude do poder econômico e político que detém”, disse o magistrado.

O juiz federal plantonista também cita o período de festas de fim de ano. “Ademais, a presente investigação se desenrola em época de festividades natalinas, com consequente diminuição de agentes policiais, sobrecarregando o hercúleo trabalho de analisar os demais elementos de prova já angariados, havendo possibilidade concreta de novas diligências serem requeridas nesses cinco dias”.

Recebia propina

A “Estado de Emergência” foi deflagrada pela Polícia Federal, MPF e Controladoria-Geral da União (CGU) na última quinta-feira (21) como terceira fase da Maus Caminhos, deflagrada em setembro de 2016. O ex-governador – que foi cassado do mandato também em 2016 por compra de votos – foi acusado de corrupção ativa, passiva, lavagem de capitais e de organização criminosa. No momento da prisão, a PF encontrou R$ 90 mil em espécie no sítio do ex-governador.

Custo Político

Antes de José Melo, já haviam sido presos alguns ex-dirigentes do Estado durante a gestão dele. Eles foram presos durante a segunda fase da “Maus Caminhos”, a Operação Custo Político, deflagrada no dia 13 de dezembro. São eles: o ex-secretário de Administração e Gestão, Evandro Melo, que é irmão do ex-governador; dois ex-secretários da Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias; o ex-secretário de Fazenda Afonso Lobo, e o ex-secretário de Casa Civil Raul Zaidan. Todos foram acusados de participar do esquema criminoso.

Ex-secretários soltos

Dos ex-secretários alvos da “Maus Caminhos”, a Justiça Federal soltou Raul Zaidan, após negar a conversão da prisão temporária dele em preventiva; e também concedeu prisão domiciliar para Evandro Melo por ele ser “responsável por cuidar da esposa que é portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)”. As duas decisões foram tomadas pelo juiz federal Wendelson Pereira.

Maus Caminhos

A operação Maus Caminhos foi deflagrada pela primeira vez em setembro de 2016 com foco em desmantelar uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas através de contratos com empresas terceirizadas, sendo a principal operadora do esquema o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade do médico e empresário Mouhamad Moustafa. Na época, a PF afirmou que mais de R$ 110 milhões foram desviados.


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