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Manaus
NOVA DENÚNCIA

Ex-juiz da Infância e Juventude é acusado novamente de abuso sexual em Manaus

A Polícia Civil investiga denúncia de ex-funcionária da filha do desembargador Rafael Romano. Em fevereiro, ele foi denunciado por abusar sexualmente da neta dos 7 aos 14 anos de idade. Ele nega as acusações 20/08/2018 às 21:36 - Atualizado em 20/08/2018 às 21:57
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

Uma ex-funcionária da filha do ex-juiz da Infância e Juventude e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Rafael de Araújo Romano, 73, acusou o magistrado de abuso sexual. Em fevereiro, Romano havia sido denunciado ao Ministério Público (MP) de abusar da própria neta, desde os 7 anos de idade. Hoje, a adolescente tem 15 anos.

A nova denúncia foi apresentada à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, e as diligências já foram iniciadas. A reportagem do Portal A Crítica teve acesso ao depoimento da denunciante.

Na Depca, a mulher, que hoje tem 30 anos, afirma ter começado a trabalhar na casa da filha de Romano como babá no início do ano 2000, quando ainda tinha 13 anos. Segundo ela, em abril, logo após completar 14 anos, Rafael Romano passou a inventar passeios com os netos, nos quais o ex-juiz alisava suas coxas e insinuava que tivessem algum tipo de relacionamento íntimo.

A ex-babá da filha de Romano também afirmou que em uma ocasião ele chegou a mostrar uma arma a ela e pegou sua cabeça para obrigar que fizesse sexo oral. Esta teria sido sua primeira relação sexual. Após o ato, a jovem disse ter vomitado no carro do desembargador, que possuía vários rolos de papel higiênico no veículo e os utilizou para se limpar.

Segundo o depoimento, a ex-babá deixou o emprego na casa da filha de Romano em 2007, mas ainda foi estuprada duas vezes, pois o ex-juiz a procurava na saída do colégio. A mulher disse que precisou trocar de telefone em função das investidas.

Outros trechos do depoimento não foram revelados nesta matéria devido ao forte teor das supostas agressões relatadas pela ex-funcionária.

Defesa de Romano nega acusação

Por meio de nota, a defesa do ex-juiz Rafael Romano negou “veementemente” a nova acusação.

“Trata-se de acusação de suposta prática de crime alcançado pela prescrição e, como tal, não cabe mais a discussão das acusações no campo penal ou cível por parte da denunciante ou de quem quer que seja, convertendo-se a denúncia em mero pano de fundo para a continuidade aos ataques promovidos contra a honra de Rafael Romano”, afirma a defesa no comunicado.

De acordo com a legislação, a prescrição é a perda da pretensão do titular de um direito que não o exerceu em determinado período de tempo.

Segundo os advogados, a família Romano aguardará o pronunciamento da justiça “com a resignação dos que sabem ser inocentes”.

Primeiro caso

Há seis meses, a mãe da neta do desembargador aposentado, a advogada Luciana Pires, denunciou ao MP os abusos que sua filha teria sido sofrido. Ela contou que o último ocorreu quando a jovem tinha 14 anos. O primeiro abuso relatado pela adolescente ocorreu na casa do avô, onde a menina ficou por uns tempos porque Luciana teve que viajar para cuidar da mãe, em tratamento de saúde.

Em abril, Romano foi denunciado pelo MP à Justiça Estadual pelos abusos sexuais. A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Miranda Leão Júnior, titular da 69ª Promotoria de Justiça Especializada em Combate a Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.  O teor da denúncia não foi divulgado.

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