Sábado, 25 de Maio de 2019
rua Arthur bernardes

Ex-moradores de área de incêndio cobram celeridade nas indenizações, em Manaus

Os ex-moradores do local cobram providências e mais celeridade na condução das indenizações e, paralelo a isso, os serviços no local atingido pelo sinistro estão paralisados.



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Acima, imagens de obra paralisada na rua Arthur Bernardes, no São Jorge (Fotos: Euzivaldo Queiroz)
20/05/2016 às 20:27

As obras de requalificação urbanística do Igarapé da Cachoeira Grande estão provocando uma espera sem fim para quem foi vítima do incêndio ocorrido em 27 de novembro de 2012 na rua Arthur Bernardes, bairro de São Jorge, Zona Oeste. Os ex-moradores do local cobram providências e mais celeridade na condução das indenizações e, paralelo a isso, os serviços no local atingido pelo sinistro estão paralisados. 

Segundo a Unidade Gestora de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus, no mês passado a Caixa Econômica Federal informou que alterações do projeto foram enviadas para análise do Ministério das Cidades, e a previsão é para que até o fim desse semestre as obras sejam retomadas.

Ex-moradores como o estudante Fredson da Costa Moraes, 21, contam que, quando do sinistro, a promessa feita pelas autoridades é de que eles seriam remanejados para um outro local. “Nossa casa era de madeira, localizado aqui na rua Arthur Bernardes atrás de uma igreja evangélica. Haviam várias casas ao redor, mas as que pegaram fogo primeiro foram as palafitas, que ficavam em uma área mais abaixo do terreno. Prometeram que íamos ganhar apartamento e auxílio”, relembra ele.

“No dia do incêndio fomos remanejados para o ginásio Bergão, em São Jorge), mas depois tivemos que procurar outro local e ficamos na casa de parentes no bairro São Geraldo (Zona Centro-Oeste), onde estamos até hoje”.

À época, Fredson Moraes morava na Arthur Bernardes com a mãe, Ana Francisca, que faleceu há cerca de 1 ano. A genitora foi uma das vítimas e chegou a receber a quantia de R$ 400 referente ao bolsa-moradia transitória que é repassado pelo Governo do Estado.

“Felizmente não ficamos feridos, pois saímos da casa antes que ela incendiasse. Até pensávamos que a situação não iria se agravar tanto. Mas quando percebemos que estava pior começamos a tirar as coisas de dentro da residência e deixamos o local”, completa o estudante.

Retomada das obras em abril

A obra, que tem financiamento do Ministério das Cidades via Caixa Econômica (CEF), vai executar a requalificação urbanística do Igarapé da Cachoeira Grande, entre as avenidas Arthur Bernardes e Kako Caminha, no São Jorge.

O valor de investimentos é da ordem de R$ 73 milhões e prevê obras de terraplenagem, macrodrenagem e microdrenagem, além de urbanismo e pavimentação, com a implantação de novas vias urbanas e equipamentos urbanísticos.

Segundo informações da Caixa fornecidas no mês de abril, as alterações do projeto foram enviadas para análise do Ministério das Cidades e a previsão é para que até o fim desse semestre as obras sejam retomadas.

Até o momento, do total de 2.257 famílias, foram indenizadas 1.134. Os demais serão beneficiados com a construção de 512 unidades habitacionais do Projeto Minha Casa Minha Vida e as famílias remanescentes com indenizações. Dos quais 129 já estão em fase de recebimento do auxilio moradia. Os demais estão recebendo o bolsa moradia transitória, beneficio garantido até o pagamento da indenização.

Pós-incêndio

Ainda em vida, a mãe de Fredson, Ana Francisca, sempre reclamou que as autoridades deveriam resolver logo a situação pós-incêndio. “Quando ela morreu ficamos 6 meses sem receber os R$ 400 (bolsa-moradia transitória). E não pagaram o retroativo”, disse Fredson.


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