Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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ZONA OESTE

Ex-moradores de comunidade incendiada retornam ao terreno para cobrar benefício

A comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, foi destruída por um incêndio em 2012. Desde este período, os moradores do local estavam recebendo o Aluguel Social no valor de R$ 400


03/04/2017 às 21:12

Cerca de 40 famílias que tiveram as casas queimadas no incêndio que atingiu a comunidade Arthur Bernardes, em 2012, no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, retornaram ao local onde ocorreu a tragédia. A ocupação iniciou na manhã desta segunda-feira (3) e é por tempo indeterminado. Os ocupantes informaram que o ato é uma forma de protesto ao cancelamento do pagamento do Aluguel Social por parte do governo.

O terreno está loteado e a construção dos barracos deve iniciar na manhã desta terça - feira (04). Homens, mulheres, crianças e idosos estão no terreno.  

“Cheguei aqui na comunidade em 1995. Estamos aqui porque muitas famílias já foram despejadas, inclusive a minha. Fui morar com a minha mãe porque não tenho para onde ir. Queremos uma resposta das autoridades. Estava morando em Manacapuru, porque o aluguel em Manaus custa em média R$ 600", declarou o desempregado Francisco Guedes, 44, que recebia a quantia de R$ 400 de Aluguel Social.

O desempregado Erinaldo Arruda, 52, disse à reportagem que o cancelamento do benefício ocorreu em janeiro deste ano e que foram comunicados pela Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab).

 “O governo nos comunicou que cancelaria o nosso Auxílio Aluguel porque estaria em processo para o pagamento da indenização das casas, que aconteceria na primeira quinzena do mês de março. Não aceitamos de imediato, porque iríamos perder três meses de aluguel, porém entendemos a necessidade do governo e aceitamos o acordo. A nossa parte foi cumprida”. A indenização varia de R$ 7 mil a R$ 35 mil.

Policiais da Força Tática e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar estão garantindo a ordem no local.

Posição

Em nota, a Suhab informou que a Unidade Gestora de Projetos (UGPE) é o órgão responsável pela execução e acompanhamento do PROSAMIM/Cachoeira Grande, que detém informações quanto à previsão de início e fim das obras naquela localidade.

A Suhab afirmou que cuida da coleta de documentos dos beneficiários, realiza levantamento da área e formaliza os processos de desapropriação necessários ao remanejamento das famílias assentadas irregularmente às margens dos igarapés, diante de solicitação do órgão gestor, a UGPE.

O órgão também informou que cada morador cadastrado possui uma situação peculiar, pois muitos foram indenizados e receberam suas unidades habitacionais, destacando a entrega de 138 unidades habitacionais só no mês dezembro/2016 no Parque Mestre Chico II. A Suhab não respondeu sobre o Aluguel Social que os moradores afirmam estar suspenso.

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