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Ex-prefeito de Iranduba classifica irregularidades cometidas em gestão como 'erros formais'

Nonato Lopes esteve no jornal A CRÍTICA nesta terça-feira (22), e afirmou que na gestão dele não houve desvios ou prejuízo ao patrimônio público 23/01/2013 às 11:15
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O ex-prefeito de Iranduba procurou a redação de A CRÍTICA, nesta terça-feira (22), para esclarecer relatório da CGU divulgado dia 18
Rosiene Carvalho ---

O ex-prefeito de Iranduba Nonato Lopes (PMDB) classificou, nesta terça-feira (22), as irregularidades apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU) na gestão dele como ‘erros formais’ e declarou que as mesmas não representaram ‘apropriação ilegal de recursos públicos e nem dolo ao erário’. O município fica a 25 quilômetros a Sudoeste de Manaus.

O prefeito esteve, nesta terça-feira, no jornal A CRÍTICA para esclarecer as irregularidades apontadas no relatório da 36ª Etapa do Programa de Fiscalização a partir de sorteios realizado todos os anos pela CGU. No programa, a CGU sorteia municípios e faz minuciosa análise sobre a aplicação de recursos oriundos do Governo Federal. No Amazonas, o único município sorteado para aferição feita em 2012 foi o de Iranduba.

Foram examinadas ações no período de 23 de novembro de 2010 a 30 de junho de 2012. Os técnicos da CGU estiveram na cidade entre 6 e 14 de agosto. Os problemas relatados vão desde a não comprovação da aplicação dos recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e Fundo Municipal de Saúde até a falta de controle para concessão do Bolsa Família.

De acordo com o ex-prefeito, o Bolsa Família em Iranduba, na época da fiscalização da CGU, contava com 5.639 famílias beneficiadas. Nonato Lopes alega que os problemas apontados pela CGU foram com cinco famílias cadastradas. A CGU indicou que as famílias tinham renda mensal superior ao permitido para ter acesso ao benefício. Nonato Lopes disse que, no momento do cadastro, as mesmas estavam dentro do critério e depois ampliaram a renda mensal.

“É um número muito grande de famílias. A prefeitura não tem funcionário suficiente para chegar a esse nível de detalhamento na fiscalização”, afirmou.

Lopes declarou que administrar um município envolve grandes responsabilidades e poucos recursos. “É pouco pessoal e os repasses às vezes atrasam”, alegou.

Ele avalia que fez uma boa gestão na cidade nos oito anos seguidos de mandato. “Vários prédios eram alugados e deixamos com sede própria. Tínhamos bons médicos especialistas atendendo na rede municipal, tanto que pessoas de Manaus iam se tratar lá. Deixamos várias obras em andamento e convênios assinados. Há profissionais na área de Enfermagem, Direito, Assistência Social, Fisioterapia que ser formaram com bolsas pagas com recursos da prefeitura”, declarou.

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