Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
CASH BACK

Ex-presidente da Cigás e dono do Grupo Bringel são presos pela PF na ‘Cash Back’

Lino Chíxaro, que também é advogado e ex-deputado estadual, e Sérgio Bringel, dono da empresa que serviços hospitalares, foram levados para a sede da PF em Manaus



dd86e5fd-446e-4f1d-af58-7c1dc7698f05_1BC5C2B3-3FCE-4DDA-A28E-9B5F4120D626.jpg Lino Chíxaro é advogado, ex-deputado estadual e ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) (Foto: Arquivo A Crítica)
11/10/2018 às 11:41

O advogado Lino Chíxaro, ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) e ex-deputado estadual, e o empresário Sérgio Bringel, dono do Grupo Bringel, empresa que presta serviços hospitalares ao Estado do Amazonas, foram presos hoje durante a Operação Cash Back, deflagrada pela Polícia Federal como desdobramento da Maus Caminhos, que investiga desde 2016 fraudes e desvios de verbas públicas na Saúde do Estado.

Ao todo, dez mandados de prisão foram cumpridos pela PF desde o início da manhã de hoje dentre os 16 emitidos pela Justiça. De acordo com informações da PF, o empresário Sérgio Bringel foi preso ainda na madrugada, por volta das 4h. Ele foi ouvido na sede da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Dom Pedro, acompanhado de quatro advogados. O advogado Lino Chíxaro também foi conduzido à sede da PF.



O grupo Bringel é um dos maiores fornecedores de serviços hospitalares para a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) e é responsável pela coleta de lixo hospitalar, equipamentos hospitalares, sistema de gestão de hospitais e esterilização de materiais em diversas unidades de saúde da capital. Hoje pela manhã agentes da PF foram até a sede da empresa, na avenida Cosme Ferreira, bairro Coroado, Zona Leste, e os funcionários foram liberados do expediente. 

De acordo com a Polícia Federal, a “Operação Cash Back” investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG) não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.


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