Publicidade
Manaus
OPERAÇÃO

Ex-presidente da Cigás e mais três presos na Cashback têm prisão temporária prorrogada

O pedido da prorrogação foi feito pela PF, com o posicionamento favorável do Ministério Público Federal (MPF), requerendo a prorrogação da prisão temporária de Lino Chíxaro, Jader Helker Pinto, Jonathan Queiroz da Silva e Marco Antônio de Jesus Barbosa 16/10/2018 às 15:23 - Atualizado em 16/10/2018 às 15:28
Show lino 08ef64fe f2c4 4896 ab31 9d516b462a63
Lino Chíxaro é advogado, ex-deputado estadual e ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) (Foto: Arquivo A Crítica)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

O advogado Lino Chíxaro e mais três presos da “Operação Cashback” da Polícia Federal (PF), quarta fase da “Maus Caminhos”, deflagrada na semana passada, tiveram a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias, de acordo com a decisão da juíza federal da 4ª Vara da Justiça Federal, Ana Paula Serizawa, na segunda-feira (15).

O pedido da prorrogação foi feito pela PF, com o posicionamento favorável do Ministério Público Federal (MPF), requerendo a prorrogação da prisão temporária de Lino Chíxaro, Jader Helker Pinto, Jonathan Queiroz da Silva e Marco Antônio de Jesus Barbosa. O requerimento também solicitou a prorrogação da prisão de Murad Abdel Aziz, que foi prejudicada, já que houve a conversão da prisão temporária em preventiva.

Segundo o documento, a prorrogação foi justificada pela quantidade de informações coletadas e a necessidade de novas diligências. “Outro apontamento (...) são os indícios de que os investigados tiveram acesso ilegalmente às medidas constritivas das quais seriam alvo, o que demonstra o alto grau de influência, poder de corrupção e penetração nas instituições em que a investigação tramita”, diz a decisão.

Na análise da conduta de cada um dos investigados, a juíza aponta que de acordo com dados informais do setor de perícia, o advogado Lino Chíxaro apagou todas as informações do seu celular, ou seja, eliminou provas prejudicando a colheita das informações.

Como Jader Pinto atuou na coação e extorsão de empresários por constrangimento ilegal e ameaças, conforme decisão e os sócios da empresa de publicidade Moema, Jonathan Queiroz e Marco Antônio Barbosa, por ter estreita relação com Murad Aziz, também tiveram a prisão prorrogada.

“Neste ponto, a custódia destes investigados é necessária para que não haja, ou seja diminuído, o risco de os referidos interferirem e até mesmo atrapalharem os atos da investigação, em virtude do poder econômico e político que eles detêm”, relatou a magistrada na decisão.

Publicidade
Publicidade