Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
POLÍTICA

Ex-presidente do PMN, Marcelo Amil anuncia filiação no PCdoB

Além do advogado, aproximadamente 50 pessoas, que decidiram deixar o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e seguir ao lado de Marcelo, também vão integrar a nova sigla



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03/04/2020 às 13:52

O advogado e ex-presidente estadual do PMN, Marcelo Amil anunciou na manhã desta sexta-feira (3), sua filiação ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o partido lançou o ex-prefeito de Tabatinga, Francisco Baileiro, pré-candidato à Prefeitura de Manaus, no mês passado.

Marcelo Amil presidiu o diretório estadual do Partido da Mobilização Nacional (PMN), no entanto, um grupo político liderado pelo ex-governador Amazonino e pré-candidato a prefeito pelo Podemos, derrubou as pretensões políticas do empresário no PMN. O novo dirigente da sigla é o empresário Orsine Oliveira Júnior, ex-presidente da AmazonasTur na gestão tampão do ex-governador.



Em carta divulgada após a ‘pernada’ Marcelo relatou que desde janeiro vinha sendo pressionado para receber no partido um grupo ligado ao ex-governador. “Recusei-me. Conversei, por ordem do presidente nacional, com pessoas desse grupo. Ouvi deles que seria passado um trator por cima de mim. Eu disse que esperaria o trator porque quis acreditar que o estatuto do partido seria respeitado, que um partido estatutariamente socialista não se renderia a qualquer coisa que não fosse sua ideologia. Infelizmente, eu estava enganado”, diz um trecho da nota.

Perguntado se vai fazer parte da chapa do pré-candidato, Francisco Baileiro, Amil disse à reportagem que esta possibilidade está no radar do partido e dele próprio. “Em princípio, sim, porque o Baileiro está pré-candidato a prefeito, mas por causa da resolução do partido, a prioridade é o nome dele. Então nosso nome está à disposição do partido, seja para ser vice, ou prefeito”, disse Amil.

Além do advogado, aproximadamente 50 pessoas, que decidiram deixar o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e seguir ao lado de Marcelo, também vão integrar a nova sigla.

Amil comentou que a ‘rasteira’ dada por Amazonino foi “por justamente nós estarmos construindo um projeto de esquerda, que é a essência do PMN” e disse que antes de migrar para o PCdoB havia consultado outros partidos de esquerda.

“Depois disso enfrentamos um dilema, vamos parar de fazer política ou vamos continuar com o trabalho em outro partido? A gente decidiu que tinha que continuar até porque conseguimos ter resultados interessantes nas pesquisas eleitorais que ocorreram e de todas as conversas que tivemos, conversamos com o pessoal do PROS, PSOL, PCD, mas de todos os partidos o mais alinhado ao nosso projeto foi o PCdoB”, conta.


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