Sexta-feira, 30 de Julho de 2021
NA CPI

Ex-secretário diz que falta de oxigênio em hospitais do AM em janeiro durou dois dias

Declaração foi questionada por diversos senadores e foram reproduzidos vídeos feitos na porta de hospitais durante o mês de janeiro, marcada pela falta de oxigênio hospitalar na cidade



51249663384_af97e66ea8_c_7F0B912D-892F-4F10-BD03-9A22B17C226F.jpg Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
15/06/2021 às 10:54

O ex-secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou, em seu depoimento à CPI da Pandemia no Senado Federal, que a falta de oxigênio nos hospitais da rede pública aconteceu nos dias 14 e 15 de janeiro. 

O dia 14 ficou conhecido como o pior dia da pandemia em Manaus, quando pessoas morreram nos hospitais sem o insumo básico que dá suporte aos pacientes com necessidades respiratórias. O mês de janeiro foi marcado por intensas doações de oxigênio ao Amazonas, com celebridades se unindo para transportar os insumos para o Estado.



A declaração de Marcellus foi a mesma dada pelo ex-ministro Eduardo Pazuello, que também sustentou, na CPI, que a falta de oxigênio em Manaus durou de "dois a três dias". 

No depoimento de hoje, o ex-secretário foi contestado por diversos senadores durante seu depoimento. Foram reproduzidos vídeos mostrando registros feitos nas portas de hospitais que mostram pessoas levando cilindros de oxigênio para as unidades de saúde nos dias 21 e 26 de janeiro.

"Só houve interrupção na rede pública nos dias 14 e 15. Outra coisa é o paciente tentar comprar no mercado e não existir", sustentou Marcellus. Questionado após a exibição de um vídeo em que um homem diz que perdeu o sobrinho no Hospital 28 de Agosto por falta de oxigênio, ele afirmou: "Não temos registro de que isso tenha acontecido no Hospital 28 de Agosto. Não por falta de oxigênio".

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