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Manaus
JUSTIÇA

Ex-SMTU acusado de vender licenças do transporte começa a ser ouvido pela Justiça

Marcos Cavalcante, um vereador e dois presidentes de cooperativas foram denunciados em 2012 pelo MP-AM, mas só agora iniciaram as audiências de instrução 05/03/2018 às 11:03
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Foto: Arquivo A Crítica
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Começou nesta segunda-feira (5), em Manaus, seis anos após a denúncia do Ministério Público, a primeira audiência de instrução e julgamento do processo em que o ex-chefe da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante, é acusado de liderar uma quadrilha que vendia por até R$ 20 mil licenças para o “ingresso ilícito” no sistema de transporte Executivo e Alternativo na capital.

Além do ex-SMTU Marcos Cavalcante, também são julgados o vereador Cláudio Proença (PR) e os presidentes de cooperativas de micro-ônibus Julio de Oliveira Mendes e Venício José de Araújo. À época, Julio e Venício exerciam cargos de presidência em três cooperativas de coletivos em Manaus. A equipe de reportagem de A Crítica não pode acompanhar o julgamento, porque o caso tramita em sigilo na 10ª Vara Criminal, do Fórum Ministro Henock Reis.

Desde que a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) em 2012, quatro juízes se declararam suspeitos para julgar o caso, levando à redistribuição do processo e a lentidão para início do julgamento. Agora, a ação está sob a relatoria do juiz Genesino Braga Neto.

No processo, Cavalcante é acusado de comandar uma quadrilha que comercializava licenças, que iniciou no valor de R$ 12 mil chegando a R$ 20 mil, para que presidentes de cooperativas e motoristas cooperados participassem do sistema de transporte Executivo em Manaus. A ação penal foi apresentada em 2012 pelo promotor de justiça Rodrigo Miranda Leão Júnior.

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