Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Ex-vereador e esposa são presos por estelionato após venderem imóvel por R$ 2,6 milhões

Delegado informou que casal falsificou uma procuração em nome da construtora que era a verdadeira dona do imóvel



vereador_C362C4FB-DD8B-40C9-9A32-7FB0193A95FF.JPG Fotos: Jair Araújo
10/10/2019 às 11:20

O ex-vereador do município de Presidente Figueiredo, Maurício Gomes de Souza, 43 anos, conhecido "Magom", e a companheira dele, Maria Jussara da Silva Marreiro, 32 anos, foram presos preventivamente por suspeita de estelionato. O casal foi apresentado nesta quinta-feira (10) à imprensa pela Polícia Civil.

Eles compraram um imóvel na Avenida Ephigênio Salles, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, mas usaram cheques sem fundos. E depois ainda revenderam o imóvel.



O delegado Demetrius Queiroz, adjunto da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), contou que o casal começou a ser investigado no mês de julho, quando foi registrado um boletim de ocorrência que relatava que a dupla havia falsificado uma procuração e vendido o imóvel que eles moravam alugado. A residência foi vendida por R$ 2,6 milhões.

Os policiais investigaram e descobriram que o casal comprou o imóvel. O pagamento foi feito com 3 cheques. Porém os cheques não tinham fundos. Segundo delegado, o casal então falsificou uma procuração em nome da construtora que era a verdadeira dona do imóvel. Em posse desse documento, revendeu a residência para terceiros.

Maria Jussara da Silva Marreiro

Maurício e Maria Jussara foram presos em um condomínio de luxo na Ponta Negra, Zona Oeste da Capital. De acordo com o delegado, Maurício já responde na justiça por homicídio, 2 estelionatos e falsificação de documentos públicos.

Durante a apresentação, na sede da Derfd, Maurício falou que desde 2005 tem uma construtora com o nome de "Magon". Essa empresa já construiu centenas de casa e reformou centenas de escolas em Manaus. E por conta disso ele teria dinheiro suficiente para adquirir os imóveis. Ele disse que sofre perseguição política, por isso foi preso.

O delegado informou que o crime foi comprovado e a falsificação da procuração foi constatada na perícia. Por conta disso foram pedidos os mandados de prisão do casal. Eles foram indiciados por estelionato. Maurício vai para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e Maria Jussara vai para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde vão ficar à disposição da justiça.

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Repórter de A CRÍTICA

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