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Manaus
INVESTIGAÇÕES

Execução de soldado Portilho em invasão foi testemunhada por moradores, diz delegado

Delegado afirma que muitas pessoas não denunciaram por medo, mas que houve aqueles que incitaram o crime e também já estão sendo investigados 01/06/2017 às 12:08 - Atualizado em 01/06/2017 às 15:15
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Delegado Juan Valério deu detalhes sobre a investigação em andamento (Foto: Aguilar Abecassis)
acritica.com Manaus (AM)

A morte do soldado da Polícia Militar Paulo Sérgio Portilho, ocorrida na última sexta-feira (26), na invasão Buritizal Verde, na Zona Norte de Manaus, foi testemunhada por diversos moradores da comunidade. A informação foi repassada pelo delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e pelo comandante da Polícia Militar, David Brandão.

De acordo com as investigações, o número de envolvidos no crime passa dos seis inicialmente divulgados. De acordo com o delegado Juan Valério, muitas pessoas presenciaram o crime mas não alertaram a polícia “talvez até temendo pela suas vidas”. “Lá há pessoas de bem, que de fato não têm outro lugar para morar, mas vivem num estado de medo imposto por estas facções criminosas”, afirmou o delegado.

A situação foi lamentada pelo comandante da PM, coronel David Brandão. “Várias pessoas assistiram a execução do soldado e não tiveram aquele 'start' de ligar pro 190 ou pro 181. Você nem precisa se identificar. E isso independe dele ser um policial ou não, tinha uma pessoa ali sendo agredida”.

A forma como o crime ocorreu, segundo Valério, coloca mais que seis pessoas - como divulgado inicialmente - participando do crime. "De fato estavam lá pessoas de bem que não tinham como defender o policial, mas havia aqueles que incitaram e ajudaram no crime", destacou ele. O detalhamento de como o crime ocorreu foi possível, segundo Valério, graças a testemunhas que procuraram a polícia para falar sobre como o crime ocorreu.  "A partir do momento que demonstramos que já sabíamos sobre alguns envolvidos, a população nos apoiou e ofereceu seus testemunhos".

Suspeito preso

Um homem foi preso pela polícia como suspeito de participar do assassinato do soldado da PM Paulo Sérgio Portilho. Marcos Neves Serra, 19, conhecido como “Já Morreu”, se entregou na sede da Delegacia Geral e confessou participação no assassinato horas após ter sua foto e nome divulgados na imprensa.

O depoimento dele ajudou a polícia a individualizar o comportamento de cada um dos envolvidos no crime. "Ele (Marcos) ajudou na abordagem e na rendição do policial e o levou até a ribanceira onde ocorreu a execução", detalhou o delegado.

“Já Morreu”, porém, afirmou em depoimento que apenas chegou ao local onde o PM estava sendo enterrado e que não participou do crime, mas a versão não é aceita pela polícia como um retrato fiel da realidade. "Ele 'se tira' do início do crime, mas temos provas suficientes de que ele participou diretamente da execução do policial", sustentou Valério.

Procurado

A Polícia Civil divulgou também a imagem de outro suspeito do crime que está sendo procurado, Fábio Barbosa de Souza, o “Índio”, que é natural de Tefé e tem passagem no sistema prisional do Amazonas por tráfico de drogas. Para fazer denúncias, a população pode ligar para o 190 ou 181.

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