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Manaus
APÓS CASO JUMA

Exército diz que vai cancelar exibição de onças no Desfile Cívico Militar de 2016

Comando Militar da Amazônia afirma que atitude não possui relação com ação civil pública ingressada pelo MPF. Desfile das Forças Armadas ocorre tradicionalmente no dia 7 de setembro na capital 29/08/2016 às 16:44
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MPF ingressou com ação contra exibição de animais em eventos (Foto: J. Renato Queiroz/AC)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Em decorrência da repercussão envolvendo a morte da onça Juma, ocorrida em junho deste ano, o desfile militar de 7 de setembro não terá a exibição de animais silvestres em Manaus. A informação é do Comando Militar do Amazônia (CMA). Paralelamente à decisão, uma ação civil do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) corre na Justiça Federal para impedir a utilização de animais em eventos.

Neste ano, diferentemente dos dois anos anteriores, a expectativa é que o desfile militar aconteça novamente no Sambódromo da capital ao invés da Ponta Negra. Sobre o caso de Juma, o Exército ainda investiga se houve irregularidades no procedimento executado por militares.

“Existe uma sindicância que ainda está apurando os fatos da morte (de Juma), que teve uma prorrogação, porém estamos dentro do tempo legalmente previsto. Quanto tiver uma solução do caso, terá uma ampla divulgação”, disse o chefe da comunicação do CMA, coronel Luiz Gustavo Evelyn.

Segundo ele, a presença de animais será cortada no desfile deste ano. “É uma posição do CMA até o momento. Não haverá bichos, apenas os homens do Exército executando aquilo que fazem todos os anos”, disse Evelyn, afirmando que a atitude não possui relação com a ação civil contra o Exército.

Entenda o caso

No dia 20 de junho, a onça-pintada Juma, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, foi abatida por veterinários após fugir de sua jaula no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Segundo o Exército, a onça teria tentado atacar um militar.

Com a repercussão do caso, o MPF ingressou no dia 23 de agosto com uma ação civil pública na Justiça Federal para impedir que animais silvestres sejam utilizados em eventos públicos e para que o Exército seja condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão pela morte da onça Juma.

“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para 'abrilhantar' a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas Rio 2016, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, afirmou o procurador da República Rafael Rocha, responsável pela ação.

A ação civil pública tramita na 7ª Vara Federal, sob o nº 13031-66.2016.4.01.3200, onde aguarda julgamento.

Em nota, o Exército Brasileiro informou na época apenas que o “inquérito policial militar relativo ao falecimento da onça Juma foi prorrogado e quando concluído será dado ciência aos órgãos competentes”.

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