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Exército do Papai Noel espalham amor e carinho a quem precisa

Quando o fim do ano se aproxima, um batalhão de pessoas se dedica a fazer o bem e espalhar a magia do Natal por onde passa 23/12/2015 às 20:48
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O ‘Noel’ voluntário Claudionor de Deus percorre grandes distâncias pelos rios para levar a magia do Natal a crianças e adultos
kelly melo ---

Ser Papai Noel é uma missão que enche de alegria os corações daqueles que foram chamados para se transformarem no “bom velhinho” durante o Natal. Isso mesmo! Todos os anos, um verdadeiro exército de “Noeis” é convocado para da conta do recado, afinal, as listas endereçadas ao Pólo Norte são gigantescas e só um batalhão poderia atender a todos os pedidos de crianças do mundo inteiro no Natal, das grandes cidades até as comunidades ribeirinhas da Amazônia.

A figura, que mexe com o imaginário de crianças e adultos, não é só um personagem. Por baixo daquelas roupas vermelhas e brancas existem homens que se emocionam com as histórias que ouvem e tentam, ao máximo, extrair um olhar de gratidão e um sorriso sincero da molecada.

O “Papai Noel” Marcos Souza Pereira, 65, é um típico bom velhinho, de cabelos brancos e olhos azuis. Há 11 anos ele foi convocado para integrar o pelotão natalino e espalhar a magia do Natal por onde passa. “Natal é tempo de relembrarmos o nascimento do menino Jesus e de levar a bondade, o amor, a união por onde passamos. Que neste Natal tenham um mundo melhor para as nossas crianças”, disse ele, aguardando pela visita dos pequeninos em seu trono, no Manaus Plaza Shopping, na Zona Centro-Sul.

Sem fronteiras

Não importa a distância. Mesmo nos locais mais longínquos, Noel consegue chegar e atender aos pedidos que recebe. Muitas vezes é preciso até deixar o trenó e as renas de lado, para embarcar numa viagem em barcos regionais, pelos rios da Amazônia. “Não tem  sensação melhor do que se doar para ver uma criança estampar um sorriso no rosto”, afirmou o “Papai Noel”,  Claudionor de Deus, 56, que há 12 anos, viaja com o grupo “Amigos do Papai Noel” pelas comunidades ribeirinhas do Amazonas.

Segundo ele, o espírito de Natal é tão envolvente que até os adultos querem realizar seus sonhos que ficaram esquecidos na infância. “Cada vez que dou um presente para uma criança e recebo um abraço, sinto uma satisfação enorme e isso me enche de alegria. E não são só as crianças que nos emocionam. Os adultos também”, lembra ele, ao mencionar dois episódios marcantes em sua trajetória. Em um deles, uma senhora cega chorou ao poder conhecer o “Velho Noel”.

 O bom velhinho Jocynei Freitas, 37, que é policial militar “nas horas vagas”, descreveu o sentimento de poder levar o Papai Noel para perto de crianças carentes, no bairro Petrópolis, na Zona Sul. “Não tem dinheiro que possa pagar por isso, pois essa é uma missão muito especial e me emocionei com cada criança que chegou até mim”, disse ele, após uma ação social da Polícia Militar do Estado.

Anonimato para manter o ‘encanto’

No Amazonas Shopping, na Zona Centro-Sul, um Papai Noel “misterioso” teve um momento único  e especial com os “duendes”. Durante dias,  além de receber visitas de diversas crianças em sua fábrica de brinquedos, no espaço Florestinha Park, ele também pôde contar com a ajuda delas para embalar os presentes que serão entregues, durante a manhã de hoje, a outras crianças de dois abrigos da capital.

Para ele, que preferiu se manter no anonimato, mais do que dar ou receber um presente, a magia do Natal deve ser incentivada para que essas crianças não percam a alegria da infância. “O mais importante é os pais não deixarem de acreditar nessa magia, porque é um momento único, e  incentivarem os filhos a continuarem acreditando no bom velhinho. Isso mexe com a gente e com toda a família”, afirmou ele, com lágrimas nos olhos.

Tradição

A lenda do Papai Noel foi influenciada pela história de São Nicolau, um bispo nórdico que tinha o hábito de ajudar as pessoas pobres.

 Chaminé

De acordo com a tradição, o bispo colocava um saco com moedas próximo à chaminé da casa de quem ele queria que fosse beneficiado.


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